23 de fevereiro de 2016

UM PRESENTE PRA ELA. [+18]




Ao me recepcionar de toalha e cabelo solto era um ingresso para o espetáculo da nossa noite. Passar a mão por cima do meu shorts abrindo calmamente o meu zíper era um convite para o nosso show. A sua cama era o meu camarote. Te ver de cabelo solto, blusinha sem o sutiã e sem calcinha com um shortinhos de seda socado na bunda era de se devorar com os olhos. O meu pau já tremia dentro da cueca. A minha respiração aumentava com o meu coração pulsando forte. Era um pouco de amor, talvez. Tesão, sempre.

Te beijar a boca era como escrever sobre romance; eu não queria mais parar. Cada passada de barba no seu pescoço era um conto picante. Cada aperto nessa sua cintura era um texto erótico. Cada toque nessa boca era uma frase de amor.  Mas era aqueles tipos de beijinhos meigos não! Era beijo mesmo. Beijo fodido. Beijo com tesão. Beijo molhado e demorado. Sabe do que eu tô falando? Eu a engolia com os lábios, cara. Eu a devorava com a língua, porra. Era, literalmente, o BEIJO. 

Tirar seu sutiã dentro do beijo era a melhor parte. Segurar forte os seus seios com as mãos deveria ser para sempre. Tipo, podia me congelar ali e poder parar o tempo com aqueles peitos em mãos que eu nem ligaria pra nada. Era uma delícia; um prazer em tanto; sentir nós dois bem calmos em corações dentro de cada beijo dado e passada de mão sem limites. Amor é isso; quando sem pressa, dois corpos se encaixam em perfeita harmonia e acabam se encontrando. E todas as noites eu a encontrava com a Mulher que ela realmente era e que poucas pessoas na sua vida conseguiu fazer ela ser.  

Adoro devorar aquele pescoço. É nele que eu descobria o que ela exatamente escondia por trás de si. Era só uma passada de queixo com a minha barba-por-fazer naquele pescoço pra ela se revelar. Suspiros. Gemidos. Sussurros. É em um beijo no pescoço, numa segurada forte na nuca prendendo firme o cabelo entre os dedos que a gente descobre quem é pra noite inteira ou só pra uma noitezinha. E aquela mulher, com aquele beijo eu não tinha dúvidas, cara; ela era pra todas as noites.

E qualquer dia nem ousa em me falar; ''eu te busco'' porque não precisa me buscar, se for por você, eu vou. Eu me jogo. Eu dou meus pulos. Não precisa me pegar em algum lugar ou me dar carona na hora de ir embora. Se for me pegar, me pegue na sua cozinha, no seu banheiro ou na sua sacada. E se for ousar em me dar carona algum dia, me leve para sua cama. Sim, de mãos dadas. Ou eu te abraçando por trás e te jogando na cama. E essa carona vai ser uma daquelas caronas que eu não vou querer que nunca tenha um fim. Porque se for na sua cama, que seja uma carona eterna.

Achava obrigatório dar - sem ela precisar pedir - um daqueles beijos mordiscado nos peitos. Sim, nos dois. Nos mamilos. No biquinho, sabe? Ai tu chupa. Tu suga pra dentro da boca enquanto sua mão aperta fortemente o outro, acariciando, assim; levemente. Entende? É obrigatório essas paradas. E não tinha algo mais arrepiante quando eu descia devagarinho a minha mão até a sua calcinha e ao tocar com os meus dedos, sentia ela gemer, se entortar de tesão com a calcinha completamente úmida. 

Me lambuzar, lamber e chupar a buceta que me esperou por essa noite era o que eu mais queria. Vou abrir, vou puxar e vou cair de boca. Sim, de cara. Eu gosto de sentir o cheiro daquela mulher. Eu gosto de provar do gosto daquele mel que ela solta quando a gente troca beijos e apertos. Eu quero aquele clítoris latejando na minha boca. Eu quero sentir aquele clítoris pulsando na minha língua. Quero chupá-la sem pausas. Sem paradas. Rápido. Fazendo com que ela esqueça do que vai fazer amanhã. Fazendo com que ela esqueça do que fez hoje. Fazendo, literalmente, ela esquecer de tudo, e ali, dentro daquela chupada, só lembrar do seu grande Homem dominador. 

Por que chupada tem que ser assim mesmo; completa. Ousada, também. Tem que cair de boca, de cara, de nariz e de queixo. Tem que improvisar. Sem nojo, porra. Mulher não gosto de quem tem nojinho não. Jamais um homem pode esquecer de chupar a mulher. Jamais um homem pode esquecer que uma mulher tem um clítoris, e ele tem um dedão e uma língua para saboreá-la e fazê-la viajar de norte ao sul. Um dedo aqui, uma língua ali. Um aperto aqui, uma chupada ali. Mulher gosta de cara que sabe inovar. Mulher gosta do improviso, do inesperado, da surpresa, e não da mesmice. 

Eu a convidei pra sentar na minha cara. Sim, claro. Era a noite dela e eu era o seu presente. Eu pedi pra ela rebolar enquanto minha língua entrava por dentro daquela buceta. Porque naquela noite eu não tava pra namorar e nem fazer amorzinho; eu tinha ido pra foder. Isso mesmo, foder. Porque ela gosta. Porque ela tava precisando. E eu também, principalmente de sentir, novamente, o seu cheiro. Aquele cheiro de amor, de tesão e de sexo. 

Foder ela literalmente. Sem massagem. Foder ela com raiva e saudade por ficar uns dias sem nos ver e o desejo só aumentar. Foder ela com força porque é disso que ela mais precisa. Foder com raiva porque é disso que ela gosta. Sim, sem dó. Encher de tapas de ficar marcas porque é isso que ela me pede. Puxar o cabelo e ver aquela cara de cachorra, porque é disso que eu gosto. Gosto de vê-la Mulher. Gosto de vê-la realizada. Gosto de vê-la gozando pra mim. Sim, no meu pau, na minha boca, onde ela quiser. Porque ela pode! Gosto de vê-la sempre satisfeita com tudo isso que ela tem na cama, que sou Eu, o seu moreno.

Fernando Oliveira.

3 de fevereiro de 2016

O MORENO IRRESISTÍVEL. [+18]




― Porra, moreno, de-sen-cos-ta! 

Sai daqui, vai. Já deu. 

Eu tô lutando pra te tirar da cabeça, tentando fazer o máximo possível para te esquecer e você chega desse jeito despertando todos os meus pontos fracos. Porra, assim não dá. Tu sabe que eu adoro quando você chega assim com essa sua cara de canalha e com essa camisa desabotoada mordendo o lábio me olhando como se fosse me devorar. Sabe que adoro quando você deixa essa barba-bem-ralinha e vem roçando ela pelo meu ombro e acaba parando no pé do meu ouvido me chamando de sua cachorra. Sabe que adoro quando beija minha orelha, seus dedos entrelaçam em meu cabelo e sua outra mão aperta forte a minha cintura controlando todo o meu corpo. Sabe muito bem que me enlouquece quando me joga contra a parede olhando dentro dos meus olhos com essa cara de bravo segurando forte o meu queixo e me rouba beijos e apertos de onde eu menos espero. Porra, para. Eu tô tentando te esquecer, merda. E toda vez que você tá sumindo dos meus pensamentos você me aparece todo gostoso querendo abusar da minha inocência sabendo que com você eu não consigo dizer não. Aff. Sai de perto, por favor... para... não me segura assim pelo pulso. Que merda. Não... eu não... eu não quero. Para de levantar o meu vestido. Estamos na festa da sua família e tá todo mundo olhando para nós. Ah lá sua prima, tá vendo tudo, aposto que você já comeu também. Óh sua tia, acha que sou uma putinha com esse micro-vestido. Sai. Vai lá com teus amigos. Bebe. Toma todas e vai dormir. Eu não te quero aqui... me solta. Para de me olhar assim... para de lamber o lábio... para. Cachorro!!! Não me morde no ombro, porra. Óh, arrepiou. Tá vendo? Filho da puta. Para de sursurrar no meu ouvido, canalha. Não... eu não vou pra canto nenhum. Não mesmo. Vou ficar aqui. Quietinha. Não me abraça por trás... aqui não, porra. Sai com esse pau duro pra lá. Desencosta de mim. Por favor... por... favor... merda. Eu não quero tomar da sua bebida. Não vou beber. Eu não aguento isso. É tentação demais. Dá vontade de gritar bem alto: Socorro-tem-um-moreno-gostoso-querendo-me-comer. Te falei tantos nãos e eu já tô toda encharcada. Minha calcinha tá toda molhada. Filho da puta. Canalha. Olha o estado que tu me deixa, tá vendo?! Sim... é pequena. Fio dental. Só uso fio dental, moreno. E hoje tô de calcinha vermelha, do jeito que tu gosta. Mas não foi proposital. Sai de perto, vai. Não... você não vai ver nada. Porra. Tô aqui torcendo pra um dos seus amigos te chamarem e te tirarem daqui. Aff. Que merda. Para de olhar pras-minhas-coxas, meu. Não me encara assim... Você tá estragando tudo. Meus planos era te tirar da cabeça e não pensar na tua cabeça-de-baixo. Meus planos era te ver de longe e não aceitar teu beijo-molhado. Meus planos era te roubar um beijo mas não te dar-os-meus. Essa noite meus planos era te provocar com meu vestido e salto alto, e não ir pra cama contigo. A calcinha vermelha era só um charme e não um convite pra transar. Quando você me encoxa assim por trás já imagino o seu pau em mim. Para. Sai de perto... vou apertar seu pau, cachorro. Vou arrancar essa porra e você nunca mais vai usar. Não... não encosta... caracas, que pauzudo. Aff. Olha, toma conta da minha mão toda e eu nem consigo fechar. Sai, por favor. P-O-R-F-A-V-O-R. Aqui não dá. Tá geral olhando pra gente já suspeitando de que você tá doido para me foder. Eu tô com um puta tesão mas não quero fazer nada com você. Meu... para... sai. Dá um gole da tua bebida, vai. Não... me... abraçando... por... trás... não... cachorro! Canalha! Pilantra! Calma, deixa eu beber. Que pau duro, filho da puta. Você gosta, né? Safado! Chega... desencosta... vai... para... pra onde tu tá me levando? Deixa-me. Sai de perto... sai de trás de mim com esse pau duro, deixa que eu vou sozinha. Ai. Para. O pessoal tá vendo, meu. Não... não vou entrar no banheiro da casa da sua tia. Calma. Seja sensível pelo menos uma vez, filho da puta. Acho que alguém viu a gente entrando aqui. Espera. Para. Tira a camisa não... por-favor... tô pedindo por favor. Para. Caralho... sobe esse shorts. Fecha esse zíper. Bota esse cinto. Porra. Não... não... não vou chupar. Não quero. De joelhinho? Ah, tá achando que eu sou o que? Puta? Acha que vou chupar seu pau aqui no banheiro da sua tia no meio duma festa? Pode parando. Sai, vai. Não ergue meu vestido. Para. Não... não vou ficar de quatro no vaso. Tá louco. Ai... meu joelho. Caralho. Não tá tão confortável. Meu... para. Alguém vai abrir essa porta. Cachorro. Não... não... ergue... o... meu... vestido... Ahhhhh, caralho. Coloca, vai. Isso. Enfia. Tudo. Atola esse pau todo em mim, vai. Ahhhhhh, delícia. Fode. Devagar. Isso. Tira, coloca, tira, coloca. Bate, pode bater. Na bunda. Isso... um tapa, dois, três. Me xinga, eu gosto. De sua puta, cachorra e safada. Me chama de sua e fode. Devagar. Não faz barulho. Vai logo... puxa meu cabelo, cachorro. Gosta que te olho assim, né? Safado. Que saudade do seu pau. Que saudade de te sentir. Vai... mete tudo. Fode sua cachorra, vai. Que pau quente, grosso e molhado. Fode mais rápido. Vai. Vai. Quer gozar? Já? Vem! Mas calma... Me ajoelhei. Assim, né? Com essa cara de puta? Abro a boquinha. Bota teu pau aqui, vai. Isso. Chupo. Bato ele na minha cara. Na bochecha; na outra. Soco tudo na boca. Tiro e coloco tudo de novo. Tiro, chupo as bolas. Subo deslizando a língua no seu pau e engulo tudo novamente. Ah, que delícia. Goza, vai, isso, vai, rápido, bato, chupo, bato e chupo. Vem, derrama tua porra em mim. Na boca. Na cara não. Isso... na boquinha, moreno. Vem. Vai. Goza tudinho, isso, ahhhhhh, vai, tudo, não deixa pingar, não para, isso, ahhhhh, que delícia. Nossa. Safado. Pingou? Não. Claro que não. Peguei na ponta do dedo, óh, tá vendo? Ainda chupo-o te olhando querendo mais. E quero mais. Que porra gostosa. Que saudade de sentir o teu gosto. Mas não tô pra papo. Vamos. Abre a porta. Porra. Vamos curtir a festa. Vou beber. No final, te espero no seu carro. Quero terminar o que você começou por que não gosto de nada pela metade, cachorro. Até breve. Ah, e óh, fecha esse zíper aí, moreno.  


Fernando Oliveira.