31 de dezembro de 2016

OBRIGADO, 2016.


Estou pronto para o próximo capítulo da vida em 2017. O de 2016 vai ficar guardado na gaveta do coração. Foi bom, claro, nem tenho do que reclamar, só agradecer. E agradeço lá do fundo do coração: pelos erros, pelos acertos e pela vida que tenho vivido.


Em todo início de ano a gente deseja a mesma coisa. É aquele mesmo ritual de sempre. Aquele papinho de ''ah, agora vou ser mais dedicado'' ''ah, agora vou iniciar minha faculdade'' ''ah, agora vou arrumar um novo amor'' ''ah, agora não vou ser mais trouxa'' ''ah, agora eu virei gente que presta'' e tal, mas falamos tudo da boca pra fora. Por em prática que é bom, nada.

Mas isso não vem ao caso. Enfim, hoje tô de boa. Próximo ano vou só viver o que tem pra viver, mas claro, preciso entrar nele com o pé direito, firme, concreto e forte no chão. O que é passado o vento levou e o que era saudade virou pó que o vento soprou pra bem longe. Agora é manter a mente aberta. Pensamentos concretos. Projetos. Trabalho. Futuro. Será esses os meus planos. Talvez se pintar um amor, eu cuido. Se não pintar, eu mesmo me cuido. E vou indo com o mesmo pensamento de sempre: ''para ser feliz, preciso primeiramente me amar, para depois querer amar alguém.''

Hoje só tenho a agradecer o tanto de coisa que eu aprendi e a pessoa que eu me tornei. De alguns uns anos para cá eu tenho aprendido muitas coisas. Muita mesmo. Tô mais maduro. Mais malandro. Mais esperto. Mais homem. A vida e claro, as pessoas que passaram por mim, têm me ensinado muita coisa. E de cada uma delas, eu sempre procurei absorver o máximo possível de coisas boas.

Bom, enfim. Deixo aqui o meu abraço e o meu muito obrigado a vocês que estão me acompanhando diariamente. Algumas pessoas chegaram agora, outras, faz anos. A página Fernando Oliveira e o Blog Tudo de Fernando é o meu combustível para viver. Quando estou triste eu entro aqui e saio feliz. Quando estou feliz eu entro aqui e saio mais feliz ainda. Isso é demais! Vocês não tem noção do quão essa para me faz bem. Escrever me acalma, me liberta, me anima. E não tem nada mais gratificante na vida de poder escrever para vocês. Levar boas mensagens para vocês. E mesmo de longe, conseguir tocar o coração de cada uma. Bom, Feliz Ano Novo para todos vocês. E que vocês também possam começar este novo ano de pé direito e firme no chão, sem deixar ninguém te derrubar.

Vamos lá!

Fernando Oliveira.

15 de dezembro de 2016

Ela queria judiar, mas foi castigada. [+18]



Sentei na beira da cama e, de frente pro espelho que tinha quase 2 metros de altura e 2 metros e meio de largura pegando quase toda a parede do meu quarto, com muito apetite e com uma voz rouca de muito tesão, olhei pra ela e, abrindo o zíper do meu shorts, disse:

- Vem, minha cachorra! Mas vem engatinhando pra mim. Pro seu homem. Pro seu macho. Isso mesmo, rebolando e me olhando, até chegar aqui... aqui no meu pau. No seu pau.

Ela nem sequer respondeu. Só obedeceu.

Foram os 30 segundos mais gostosos da minha vida. Foram os 30 segundos de muito tesão que já senti no mundo ao vê-la assim: vindo de 4 toda empinadinha com aquele fio dental socado na bunda em direção do meu pau. 

- Caralho!!! Que gostosa!!! - Soprei baixinho.

Não demorou muito e ela já soube o que fazer. Terminou de abrir o meu zíper e sacou o meu pau pra fora que já estava duro, grosso, grande, de tesão, e começou, de leve, acariciá-lo. Aquele movimento de vai e vem. Devagarinho. Fazendo, aos poucos, ele crescer na sua mão até ela engolir ele todinho até as bolas baterem no seu queixinho.

- Gulosa!!! - Eu disse, controlando sua cabeça segurando-a pela nuca.

Tava foda vê-la de quatro, de frente pra mim e de costas para o espelho enquanto empunhetava e chupava, deliciosamente, todo o meu pau, fazendo cara de safada, de puta, de vadia, pois sabia que eu adorava ver tudo aquilo só para mim. E cada chupada que ela dava, ia melhorando. Eu ficava louco. Me retorcia todo. Virava os olhos com cada toque daquela mulher. 

Ao me ver se retorcendo na beira da cama, dava mais tesão pra ela. Então era aí que ela não parava. Não dava um pause. Chupava mais. Mais. E mais.

Eu adorava ver aquele rabo grande refletindo no espelho enquanto eu a segurava pelo cabelo fazendo ela engolir todinho o meu pau. Gostava de ver aquela buceta toda molhada e melada derramando aquele melzinho que eu adorava lamber. Adorava ver a cara de safada que ela fazia quando se engasgava com o meu pau todinho preenchido na sua boquinha querendo entrar fundo naquela garganta.

Ela era foda, fazia de propósito, pois quando percebia que o meu tesão ia aumentando, ela fazia questão de bater na bunda, passar o dedinho na boquinha e dedar o seu cuzinho, me mostrando o que eu iria comer bem gostoso naquela noite depois que o meu pau saísse daquela boca. E eu não aguentava quando ela fazia isso, afinal, eu adorava ver aquele cu apertadinho ficando todo arrombadinho. 

E eu também maltratava e judiava mostrando que se ela sabia judiar, eu sabia mais ainda castigá-la. ''- Cachorra!!!'' Era o que eu falava enquanto batia o pau bem duro e grosso naquelas bochechas. ''- Safada!!!'' Era o que eu sussurrava no ouvidinho quando puxava ela pelos cabelos pra perto de mim.  

Ela, agora de frente pro espelho e de costas pra mim, conseguia ver a minha cara de raiva e de devorador ao distribuir vários tapas naquela bunda gostosa. Com ela de cotovelos no chão e bem empinadinha pra mim, não resisti... abri aquele cuzinho, e, calmamente, fui enfiando o meu pau todo dentro dele. Sem pressa. Na calma. Bem devagarinho. Entrava a cabecinha. E eu só ia empurrando. Fazendo, devagarzinho, meu pau deslizar naquele cu apertado. E por já estar todo melado com o mel que escorreu daquele buceta, entrou fácil. Tudo. Todinho. Até o talo. Até as bolas. Coloquei tudo mesmo. Com vontade. E ela, fazendo aquele movimento de vai e vem querendo ver o meu pau todo dentro daquele cuzinho, me matou. 


Quando vi que meu pau já estava acostumado lá dentro, segurei naquela cintura e comecei a foder bem na moralzinha. E fui sentindo, devagarinho, o meu pau todo rasgando, deliciosamente, aquele cuzinho. Comecei a bombar. Fui aumentando a velocidade. Usava uma mão para bater naquela bunda e a outra para puxar forte aquele cabelo fazendo ela se envergar todinha para mim. 

- Cachorra!!! Era o que eu falava enquanto deixava aquela bunda toda vermelha de tapa.

Entre gemidos e suor, eu sentia ela gozando forte enquanto me olhava no espelho, fazendo cara de pidona, de chorona, de cachorra, de quem tava adorando, massageando aquele clitóris com um dedo e fazendo movimentos circulares na entrada da buceta com o outro. E eu não resisti, caralho, gozei junto com ela, preenchendo aquele cuzinho todo com a minha porra bem quentinha, mas não parei de foder e, mesmo com aquele cu todo gozado, fui fodendo bem forte, mais forte, sem parar, só para mostrar pra ela que, aquela noite, estava apenas começando. Apenas. 

Fernando Oliveira.

12 de dezembro de 2016

É esse seu jeito de sorrir que me faz feliz.



Tem aquele sorriso bom, bonito e charmoso. Tem o sincero, simples e atraente. Tem aquele outro bem feliz, bobo e gostoso, mas tem aquele que sabe como derreter a gente. E para explicar o seu riso eu nunca consigo. É só você chegar pertinho de mim e sorrir, que eu já perco o juízo. Fico pra lá e pra cá pensando comigo: ''Meu Deus, que mulher. É isso que acaba comigo!''

Entre tantos sorrisos por aí, existe o seu. Mas se você está feliz comigo, e quem desperta esse sorriso bonito sou eu, não dá pra saber se ele é só seu, porque se eu te faço sorrir, só posso te afirmar que ele é todo meu. E eu sou o dono disso tudo. Você pode ter sido triste anos atrás, mas agora, vejo sua felicidade nesse sorriso do tamanho do mundo. E é isso que me deixa mais feliz e seguro, porque sei que comigo, você nunca vai andar pra trás, a gente vai caminhar pra frente e junto. Com você não dá pra pensar no passado, ao seu lado eu só vejo o futuro. Pode até ser clichê, mas quando perguntam de você eu respondo:   Essa mulher é o meu porto seguro. 

Não tem como negar. Eu sou apaixonado pelo seu sorriso. Parece que quando você ri, está querendo dizer: '' Vem ser feliz comigo!'' E eu vou, sem me preocupar se vamos voar ou cair num abismo. Podemos ir para qualquer lugar no mundo, o importante é estar contigo. Se você querer, já compro nossas passagens para o infinito. Ao seu lado vou para onde você quiser; pra China, Europa ou Estados Unidos. Não perca tempo, aproveita e vem sorrir comigo. Amor, óh, me escuta: Acho que o amor é isso: Fazer de um homem durão... ficar todo derretido pelo seu sorriso. 


Fernando Oliveira.


Photo: Vinicius Vieira e Myuki Lima.

29 de novembro de 2016

Faz tanto tempo...



Eu não sei o que acontece. Não sei se estou me tornando uma pessoa velha demais e achando tudo isso careta, ou se não estou no meu momento certo de poder sentir as coisas. É, sentir pô, sentir o coração gritar de vontade, pulsar de saudade, pra falar de amor.

Não sei o que aconteceu para eu ter me tornado uma pessoa assim: que anda preferindo estar só, não na multidão de pessoas vazias, mas também nem tão sozinha: só com a presença de uma saudade antiga, de um livro empoeirado, de uma música de fundo, um filme de romance, o vento soprando no rosto e o som dos cantos dos pássaros para acalmar a mente. Passo a acreditar que tudo isso é fase. E cada fase que a gente passa, podemos viver ou morrer dentro delas.

Tempo atrás eu vivia me apaixonando todo dia, toda semana, todo mês. Tinha pique de ir para todos os cantos da cidade: bares, baladas, boates. Frequentava festas e mais festas de amigos, familiares e até de desconhecido. Era uma energia boa, uma vontade imensa que, ali naquele tempo, até vontade de conhecer pessoas eu tinha. Incrível como as coisas mudaram tanto de uns dias para cá. Não forcei, apenas foi acontecendo. Tudo começou a ficar um saco. Será que crescer é isso mesmo? Ir dizendo à Deus às coisas velhas sem nos preocupar com a intensidade que elas tinham antigamente? Será que ficar velho é ficar reclamando de tudo? Será que crescer é querer ficar sozinho? Será que a cada dia que passa a gente fica com mais vontade de ficar com nós mesmos e abraçar a nossa própria solidão?

Não sei.

Faz tanto tempo que eu não encontro alguém que me tire do eixo e me bagunce interiormente; fazendo o coração bater acelerado dentro do peito. Faz tanto tempo que ninguém me completa, me encaixa e me adora. Faz tanto tempo que o coração não tenta pular pela boca por receber um simples gesto de bondade; uma mensagem bonita, um presente de surpresa, um abraço por trás. Faz tanto tempo que o frio que eu sentia todo dia na barriga não sinto mais. Faz tempo que não tenho aquela sensaçãozinha boa e marota de como é gostoso ser especial para alguém ou ter alguém em especial.


Faz tanto tempo que eu não sei o que é tempo; frio na barriga e calor no coração. Só sei mesmo é que cada dia que passa, sinto mais vontade de mim mesmo: de me abraçar ao fim da noite, deitar a cabeça no travesseiro e concluir: É, hoje, de novo, eu me amei. Até amanhã.

Photo: Talitha Diniz.

Fernando Oliveira.

24 de novembro de 2016

Eu te aceito do jeitinho que você é.



Amor, para... me abraça. Fica aqui quietinha. Deita no meu colo, aceita o cafuné e me escuta: eu te aceito do jeitinho que você é. Sim, desse seu jeitinho doido mesmo: louca, desajeitada, escandalosa, bagunçada, mandona, brincalhona, brava, séria, feia, bonita, gordinha, magrinha e bunduda. 

Já te falei que beleza não tem padrão, lembra? E o que mais admiro em você não é o que tem aí por fora, e sim, o que tu esconde aí por dentro do peito. Do coração, sim, lá no fundo. E tudo isso que você vem me oferecendo e me mostrando é bonito. Tudo que estou conhecendo em você é interessante, legal, foda, lindo e extraordinário. Tem tantas coisas e gestos bonitos que você já me fez que eu guardo para sempre nas minhas lembranças que não será por qualquer coisinha ou bobagem que vou te mandar embora da minha vida. 

Não vou te deixar porque você gritou comigo. Não vou te por de escanteio porque você, às vezes, dá uma de louca. Não vou ter vergonha de você porque, às vezes, cê fica toda desajeitada. Não vou ficar bravo contigo porque você fica querendo mandar em mim. Não vou te abandonar só porque você engordou 1kg ou 10kg. Não vou embora da sua vida por isso, pois existe em você tantas coisas bonitas que me faz ficar pro resto da vida contigo, e são essas paradas que me dão forças e me transbordam de amor, paixão, orgulho e todas os outros elogios positivos. 

Me aceita assim do jeitinho que sou, que eu te aceito sempre. Me desculpa de, às vezes, ser um pouco grosso e teimoso. Às vezes perco a linha, fico puto com algo, morro de ciúmes, mas é só o meu modo bonito de cuidar de você e talvez  nem seja um defeito, sabe? É só o meu jeitinho bondoso de ser. Confia em mim, pois confio em você. Vem comigo, vou contigo. Me abraça, eu te beijo. Não se preocupa com o que se passa lá fora, o mais bonito é o que rola aqui dentro de mim e de você. É igual meu amigo Mateus Santana sempre fala: ''Tem gente que é tão bonita por dentro, que dá vontade de abraçar o avesso.'' E é verdade, amor. Você não vê e nem percebe, mas em todas as vezes que você chega, eu te abraço. E quando você tá longe, também. Porque quando você se vai, o seu perfume fica no ar, e mesmo você indo o seu abraço sempre acaba ficando comigo. 

Fernando Oliveira.

16 de novembro de 2016

EU ESCOLHI SEGUIR O MEU CAMINHO.



Não foi fácil tomar esta decisão, mas foi preciso. Fez muito bem pra mim e tenho certeza que vai fazer bem pra você também. Eu não tinha mais forças para andar na mesma rua que a sua, pilotar a mesma nave, remar no mesmo barco. Você não me dava mais nenhum pouco de energia, de vontade, de coragem. Aos poucos você foi fazendo eu querer desistir, mudar de casa, seguir outro caminho, viver outra vida, bem longe de você.

Aos poucos eu fui ficando fraca e com nenhum pingo de esperança com o que você tinha para me oferecer. E o que você tinha, perto do que eu te dava, era pouco demais. E eu nunca me contetei com pouco, com menos, com a minoria. Eu sempre precisei de muito, mais muito, até chegar no mesmo nível que o meu. 

Foi preciso muito tempo para eu cair na real de que você não era um bom sapato para calçar. No começo eu até achei que era o meu número, mas por eu crescer mais a cada dia que passava, você pra mim, ficou pequeno, apertado, estreito, exíguo e, que hoje em dia, não me serve mais.

Cansei em dizer - estou morrendo de saudade - a quem só respondia balançando a cabeça positivamente e dizendo - também. Insisti muito em ter que planejar as melhores noites a quem nem fazia questão em reparar nos detalhes; na luz de vela, na música de fundo, na nova lingerie, nas unhas pintadas, no salto alto. Cansei em ter que ser inteira, a quem só chegava pela metade, incompleto e faltando pedaços.

Você, com toda essa sua indiferença, descaso e mudança, fez com que eu desanimasse da gente, daquilo que, eu sonhava, que podíamos ser. Sonho em vão. Desejo atoa. Planos infalíveis. Foram essas coisas que me restaram. 

E hoje, por culpa sua, eu decidi seguir o meu caminho. Estou voltando pra vida que eu tinha antes de você aparecer. E pode ter certeza que agora é pra valer. Quando eu coloco algo na cabeça, não volto atrás. E pra voltar atrás de você... não, nunca mais. Agora o sentido da vida é pra frente. Em frente. E se por acaso eu te ver dobrar a mesma esquina que a minha, eu mudo a rota sem ter que te mandar mensagem dizendo o quão sinto saudades. Só levanto a cabeça, empino o nariz, estufo o peito e digo para mim mesma: ''É, só foi mais um daqueles amores que não deram certo. E desses... meu coração está cheio.'' E vou viver, bem feliz da vida, sem você. 

Fernando Oliveira.

8 de novembro de 2016

AINDA BEM QUE VOCÊ CHEGOU.





Que bom que você chegou. Fiquei todo esse tempo te esperando. Achei que nunca mais fosse encontrar alguém assim, bem parecidinho comigo. Com as mesmas ideias, objetivos, viagens, músicas, gostos, livros, sonhos e coração.

Me guardei esse tempo inteiro, pois sabia que não seria atoa. Acreditei que, na vida e no mundo, tinha alguém esperando por mim também. Foi difícil chegar até aqui com toda aquela chuva, tempestade, furacão e ventania, mas deu pra segurar a barra, encarar os dias cinzas, lutar contra leões e ganhar aquela guerra por mim e também, claro, por você. 

Eu sabia que Deus tinha algo de especial guardado pra mim fechado num baú com sete cadeados e que ELE só iria abrir e me apresentar quando fosse a minha hora exata. E vejo que o meu momento certo chegou quando eu te conheci naquele dia; linda, bela, simples e encantadora, do jeitinho que eu pedi pra ELE. 

Não foi atoa que dispensei todas as outras pessoas. Não foi em vão ter me segurado, me cuidado, me prendido a mim, pois sabia que tudo tinha o seu tempo certo e que não custava nada eu esperar, afinal, quem tem pressa, sempre acaba se dando mal. E dessa vez, por incrível que pareça, eu me dei bem. Muito bem.

Obrigado por ter chegado assim; devagarinho e ter conquistado o seu espaço, o seu cantinho, a sua moradia, o meu coração. Vai embora não. Fica aqui até quando quiser, até quando puder, mas não se vá. Nunca. Até sei que não temos muito tempo para eu poder te dizer essas coisas, mas não precisamos de tantos anos para eu ter certeza que é você a pessoa certa. Tá na cara, no olhar e no coração que você veio pra ficar, e se for depender de mim, não irá embora tão cedo. 

Acho tão lindo quando alguém sabe tocar em nosso coração sem quebrar, sem rasgar, sem fazer doer. É tão gostoso quando uma pessoa chega bem de mansinho, sem pedir licença, invade, domina, toma conta, deixando a gente voando ao céu, todo bobo, besta, alegre, sentindo aquele frio na barriga de como é bom gostar de alguém. E eu sempre gostei de sentir essa sensação. É maravilhoso quando a gente encontra alguém que sabe, de um jeito certo, nos encantar. 

Obrigado mais uma vez, por despertar em mim, toda essa vontade de amar novamente que um dia eu tinha perdido por aí. Há tempos que eu não sentia o meu coração batendo fortemente dentro do peito me fazendo sentir como é bom ter alguém.

Fernando Oliveira.

30 de outubro de 2016

SE ISSO NÃO FOR AMOR, É O QUE?






Não sei o que ela pensa e nem qual nome ela deve dar quando comenta com alguém de nós. Porque nós não temos definição. Eu ainda não sei o que dizer. Se alguém perguntar da gente, nem sei responder. Só sei falar: ''Ah, ela é toda linda. Todinha.'' Ainda não consigo descrever o que somos, só sei sentir. Pois toda vez que estamos juntos, eu sou inteiro, verdadeiro e gigante. Nunca consegui fingir o que sinto ou esconder, principalmente quando estou na cama com alguém. Sempre fiz amor com amor e por amor. Nunca foi só sexo, gozar e ir embora. Mesmo que, às vezes, seja só por uma noite, eu sempre fiz com jeitinho, carinho e vontade. Nunca foi só por gozar, por sentir prazer e tirar o atraso. Nunca pensei só em mim. Nunca fui egoísta. Sempre penso em dar prazer para eu sentir prazer. Melhor satisfazer a outra pessoa, do que ir embora deixando ela na mão. Melhor dar um talento deixando a pessoa querendo mais, do que ela partir não querendo nunca mais te ver.

E eu sempre dou um talento. Não é querendo ser convencido não. É verdade. Eu rabisco e pinto. Eu viro do avesso. Eu maltrato com amor. Eu bato com carinho. Eu faço com vontade. Eu sempre sou mais Eu, tentando, sempre, dar o meu melhor. E gosto de pessoas assim, que se entrega mesmo, de corpo e alma. Sem medo, sem frescuras e sem docinho. Porque se não for para fazer a pessoa sentir ser ela mesma na cama, ou eu ser eu mesmo, eu já evito. Aqui é assim: ou toca, ou não toca.

Sou um tipo de cara que costuma ficar até o fim da noite ou até raiar o dia. Sempre quis alguém que me acompanhasse assim; até acabar a cerveja e só sobrar o amor, de dar boa noite para dormir e desejar bom dia quando acordar, do primeiro beijo molhado até o último cafuné antes de pegar no sono. Afinal, quando me envolvo e me entrego, sempre vou por inteiro, completo e decidido. De malas prontas. De coração cheio e com sede de amar.

E falando dela, cara... ou, sei lá, de nós...

Não importava se era amor que a gente fazia ou apenas mais uma transa. Poderíamos dar qualquer nome para isso, mas o mais importante ali era o carinho e a sintonia que a gente tinha depois do sexo: a intimidade e o respeito que um sentia pelo outro. Não sei também qual nome dar para tudo isso que a gente ta vivendo: amor, paixão ou só mais uma foda pra matar a saudade ou vontade que sentimos durante os dias que a gente ficava sem nos ver. Nem sabíamos dizer o que, exatamente, tava rolando. Só sabíamos que era bom. E é verdade, era não, continua sendo. E muito bom, bom até demais. Não tinha nada mais bonito que passar a noite toda nos amando e, antes de pegar no sono, trocar aquela ideia, aquele carinho, dar aquele abraço, fazer aquele cafuné, aquela massagem, dar aquele beijo, aqueles apertos e, um olhar para outro, mesmo sem dizer nada, deixar apenas o olhar dizer que, estar ali, grudados em pele e em coração, está sendo bom demais. É tá mesmo.


Afinal, se isso não for amor, é o que?

Fernando Oliveira.

27 de outubro de 2016

UM PRESENTE PRA ELA. [+18]



Ela, ao me recepcionar de toalha e cabelo solto em seu portão, foi um ingresso caro para o espetáculo da nossa noite. Passar a mão por cima do meu shorts abrindo calmamente o meu zíper foi um convite para o nosso show. A sua cama era o meu camarote. Te ver de cabelo solto e blusinha sem o sutiã, sem calcinha e com um shortinhos de seda socado na bunda, era de se devorar com os olhos. O meu pau já tremia dentro da cueca. A minha respiração aumentava com o coração pulsando forte. Era um pouco de amor, talvez. Tesão, sempre.

Beijar aquela boca era como escrever sobre romance, eu não queria mais parar. Cada passada de barba naquele pescoço era um conto picante. Cada aperto naquela cintura era um texto erótico. Cada toque naquela boca macia era uma frase de amor. Mas não era aqueles tipos de beijinhos meigos não! Era beijo mesmo. Beijo fodido. Beijo com tesão. Beijo com pegada, molhado e demorado. Sabe do que eu tô falando? Eu a engolia com os lábios, cara. Eu devorei ela com a língua, porra. Foi, literalmente, o BEIJO. 

Tirar aquele sutiã dentro do beijo era a melhor parte. Segurar forte aqueles seios grandes e redondos com as mãos deveria ser para sempre. Tipo, podia me congelar alí e parar o tempo com aqueles peitos em mãos que eu nem ligaria pra nada. Era uma delícia, um prazer em tanto; sentir nós dois bem calmos em corações dentro de cada beijo dado e passada de mão sem limites. Amor é isso; quando sem pressa, dois corpos se encaixam em perfeita harmonia e acabam se encontrando. E todas as noites eu a encontrava com a Mulher que ela realmente era e que poucas pessoas na sua vida conseguiram fazer ela ser que, sempre, eu fazia.

Adorei devorar aquele pescoço. Era nele que eu descobria o que ela exatamente escondia por trás de si. Era só uma passada de queixo com a minha barba-por-fazer pertinho do ombro pra ela se revelar. Suspiros. Gemidos. Sussurros. É em um beijo no pescoço, numa segurada forte na nuca prendendo firme o cabelo entre os dedos que a gente descobre quem é pra noite inteira ou só pra uma noitezinha. E aquela mulher, com aquele beijo eu não tinha dúvidas, cara, ela era pra todas as noites. TODAS.

E qualquer dia, nem quero que ela ousa em me falar; ''eu te busco'', porque não precisa me buscar, se for por ela, eu vou. Eu me jogo. Eu dou meus pulos. Não precisa me pegar em algum lugar ou me dar carona na hora de ir embora. Se for me pegar, me pegue na sua cozinha, no seu banheiro ou na sua sacada. E se for ousar em me dar carona algum dia, me leve para sua cama. Sim, de mãos dadas. Ou, com eu te abraçando por trás e te jogando contra parede. E essa carona vai ser uma daquelas que eu não vou querer que nunca tenha um fim. Porque se for parar na sua cama, tomara que seja uma carona eterna só de ida e sem volta.

Achava obrigatório dar - sem ela precisar pedir - um daqueles beijos mordiscado nos peitos. Sim, nos dois. Nos mamilos. No biquinho, sabe? Ai tu chupa. Tu suga pra dentro da boca enquanto sua mão aperta fortemente o outro, acariciando, assim; levemente. Entende? É obrigatório essas paradas. E não tinha algo mais arrepiante quando eu descia devagarinho a minha mão até àquela calcinha e ao tocar com os meus dedos, sentia ela gemer, se entortar de tesão com a calcinha completamente úmida, quente, molhada. QUE DELÍCIA.

Me lambuzar, lamber e chupar aquela buceta que me esperou por essa noite era o que eu mais queria. Eu abri, eu puxei, eu caí de boca. Sim, de cara. Eu gosto de sentir o cheiro daquela mulher. Eu gosto de provar do gosto daquele mel que ela solta quando a gente troca beijos e apertos. Eu devorei aquele clítoris enquanto latejava na minha boca. Eu sentia aquele grelo pulsando na minha língua. Eu chupava sem pausas, todinha. Sem paradas. Rápido.  Fazendo com que ela se esquecesse do que iria fazer no dia seguinte. Fazendo com que ela esquecesse de tudo que fosse ruim. Fazendo, literalmente, ela esquecer do mundo lá fora, e ali, dentro daquela chupada, só implorasse para eu entrar fundo dentro dela. Lá dentro.

Por que chupada tem que ser assim mesmo; completa. Ousada, também. Tem que cair de boca, de cara, de nariz e de queixo. Tem que improvisar. Sem nojo, porra. Mulher não gosto de quem tem nojinho não. Jamais um homem pode esquecer de chupar a mulher. Jamais um homem pode esquecer que uma mulher tem um clítoris, e que ele tem um dedão e uma língua para saboreá-la e fazê-la viajar de norte ao sul, do Brasil à China. Um dedo aqui, uma línguada ali. Um aperto aqui, uma chupada ali. Mulher gosta de cara que sabe inovar. Mulher gosta do improviso, do inesperado, da surpresa, e não da mesmice. Mulher odeia cara que não sabe o que fazer quando tem ela em mãos ou na cama.

Eu a convidei pra sentar na minha cara. Sim, claro e óbvio. Afinal, era a noite dela e eu era o seu presente. Eu pedi pra ela rebolar enquanto minha língua entrava por dentro daquela buceta. Porque naquela noite eu não tava pra namorar e nem fazer amorzinho; eu tinha ido pra foder. Isso mesmo, FODER. Porque ela gosta. Porque ela tava precisando. E eu também, principalmente de sentir, novamente, aquele cheiro. Aquele ar de amor, de tesão e de minha puta. 

Acabei com ela literalmente. Sem massagem. Foder ela com raiva e com saudade por ficar uns dias sem nos ver e o desejo só aumentar, foi demais. Fui com força, porque é disso que ela precisava. Fui com raiva, porque é disso que ela gosta. Sim, sem dó. Foi de 4, de lado, de frente e de costas. Fui fundo. TUDO. Profundo. Enchi de tapas de ficar marcas porque é isso que ela me pedia. Puxava o cabelo dela só pra ver aquela cara de cachorra, porque é disso que eu gosto. Gosto de vê-la Mulher. Gosto de vê-la realizada. Gosto de vê-la gozando pra mim. Sim, no meu pau, na minha boca, onde ela quiser. Porque ela pode! Pode tudo! Gosto de vê-la sempre satisfeita com tudo isso que ela tem na cama, principalmente comigo, que sou Eu, o seu moreno.

Fernando Oliveira.

18 de outubro de 2016

ME ASSUMA, OU CORRA!


Eu não sabia o que éramos. Aliás, até hoje não sei. Na verdade, não sabia exatamente o que ele queria e nem o que ele sentia. Se era amor ou só aquela vontade passageira. Eu só sabia de uma coisa: Eu gostava. É, por incrível que pareça, eu gostava. E gostava tanto a ponto de parar o mundo para poder ver ele. De desmarcar compromissos para estar com ele. De deixar a amiga ir pra balada sozinha e ir pra casa dele. De mentir para os pais, dizendo que iria na casa da amiga, para encontrar ele na 1ª esquina. 

Quando eu perguntava sobre nós, ele rapidamente mudava de assunto. Quando eu queria um dia de carinho, ele queria sacanagem. Quando eu queria pegar um cinema, ele queria ir pra balada. Quando eu queria rosas, ele me dava uma nova lingerie. Quando eu queria abraços, ele me passava a mão. Eu odiava a falta de carinho dele, mas adorava aquela safadeza e ousadia junto daquele olhar sexy de galanteador nato que só ele tinha. 

Ele tinha eu por completa, mas nunca quis me assumir. Eu brigava e vivia discutindo por falta de sua atenção, mas ele não tava nem aí e resmungava dizendo que ia ser mais presente. Chegava o fim de semana, ele sumia. Quando me procurava, era no fim da noite. Segunda ou terça, me aparecia com aquela cara de pau dizendo: ''Oi-amor-tudo-bem-saudades-quero-te-ver'', como se nada tivesse acontecido.  Mas o que eu iria fazer sendo que era isso tudo que eu mais queria? Como dispensar aquilo que a gente tanto quer? Como dar tchau querendo um abraço? 

Lutei muito para me aprofundar e tentar criar um novo relacionamento que fosse saudável para nós. Me envolvi, mesmo com todo mundo dizendo que não seria um bom caminho para mim. Me entreguei de corpo e alma, mesmo dizendo para mim mesma que desta vez eu não iria me apaixonar. Doce engano. Nunca consegui controlar o coração. Tem coisas que me amolecem duma forma tão fácil, que não há saída ou escapatória, quando vou ver, buuuummm, é tarde demais.

Bati de frente e evitei pensar que poderia dar errado de novo. Encarei tudo isso, para tentar, dessa vez, dar certo. Cuidei, preservei e valorizei. Eu, quando gosto, faço essas coisas. Nada me impede e faz com que eu mude meus caminhos quando eu tenho um só pensamento que é de ser feliz e de fazer feliz. Foi aí que, num dia qualquer, peguei o amor que tanto queria, guardei numa caixa pequena, subi na cadeira da cozinha, coloquei bem no alto daquela estante antiga que já estava mofada de tão velha que era. E mesmo assim, quando eu menos esperava, o amor despencou. Caiu. Pufff. Lá de cima.

Sentia que ele não tava mais a fim e só me procurara para matar sua sede de amor. Sentia que ele não queria mais nada, há não ser, me por na sua cama. Sentia que estava sendo usada e servindo de passa-tempo. Sentia que, no fundo, ele não passava de um canalha, que me enrolou esse tempo só  por algumas noites de sexo. Sentia que, depois de ter esperado tanto, cuidado, preservado todo este tempo, fui uma tremenda otária por dispensar tantos caras por aí para, enfim, estar ao lado dele. 

Sabe quando nasce a raiva? Quando a gente pega o nojo? Sabe aquele ódio-rancor-receio-saudade-maldita que fica quando um amor que a gente tanto queria, chega ao fim? Vocês sabem do que eu tô falando? O fim. O fim, pô. Ele aparece do nada sem nos avisar. Chega e pummm, derruba geral. Não é? O pior fim é aquele que chega sem avisar. O pior fim é aquele que a gente pensa que nunca vai acontecer e acontece. O pior fim é o inesperado. E tem sido assim. O amor, quando acaba desta forma, parece que ele nunca existiu. Daí passa meses, você encontra a pessoa na-rua e já logo fala para a amiga: ''Porra, como eu consegui gostar duma merda dessa aí?'' 

Sabe quando a pessoa não tem coragem de te assumir? Quando a pessoa não sabe o que realmente quer? Quando a pessoa enrola a sua vida? Quando ela esconde todo o seu amor? Quando ela faz você esperar por uma resposta? Quando a pessoa não liga mais? Quando começa a ficar longe? Quando ela começa a conhecer outras pessoas? Quando ficamos parado no tempo esperando por uma resposta simples e importante? Sabe quando a gente se pergunta: Será que ainda vale à pena? E quando bate a saudade e a vontade de estar perto? E quando os amigos perguntam de nós? Se ainda estamos juntos? O que responder? O que falar? Um dia vou criar um novo status de relacionamento chamado: ''Ainda não sei o que somos". E levar para sempre comigo.




Fernando Oliveira.

17 de outubro de 2016

TALVEZ VOCÊ ME ENCONTRE AMANHÃ POR AÍ... OU NUNCA MAIS.



Tudo que eu fiz foi de coração e por vontade própria. Não foi nada forçado. Nem por impulso. Não sei agir assim, como se alguém tivesse me obrigando a fazer algo, muito menos tentar obrigar a alguém fazer algo por mim. Amor não é imploração, nem cobrança. Se a pessoa não quer, tudo bem, aceite, vai viver. Se eu não quero, ninguém tem que me forçar ou querer me comprar com algo, aceite-me como sou. Não sou desses. Ou eu sinto muito, ou não sinto nada. Mas prender, ou ficar preso em um coração forçado, não é minha praia. 

Mas falando de nós dois, bom, eu não me arrependo de nada, sabe, nem dos presentes nas datas comemorativas, muito menos das noites mal dormidas esperando você chegar. Só me arrependo mesmo das brigas que acabavam com a gente, dos desentendimentos que podíamos acalmar, do ciúmes exagerados que podíamos controlar, e de todo esse amor que desperdiçamos. A culpa não foi de ninguém. A culpa foi nossa. Afinal, foram essas coisas que acabaram com a gente. Não teve traição ou falta de respeito, graças à Deus, só faltou entendimento e compreensão em ambas das partes. Talvez, sei lá, só éramos para viver um amor de verão, mas não para ficar juntos pro resto da vida. Vai saber?

Só me arrependo dessas coisas porque dava para ser tudo diferente, tudo mais claro, mais bonito, mais verdadeiro e mais nós dois. Porque de resto... a foi tudo muito bom. E dentro disso tudo, eu absorvi um aprendizado enorme e uma boa experiência pro coração para seguir a vida. Fiquei mais esperto e mais firme, mais ligeiro e mais seguro. Tenho certeza que não será qualquer coisa que irá me abalar daqui pra frente. Tô durão agora, sabe? Cê me entende? Tipo coração de pedra. Duro mesmo.

E mesmo que cada um siga a sua vida para um caminho melhor, eu guardei aqui dentro da gaveta do coração, só coisas boas; os bons momentos e os bons abraços, os melhores beijos e as melhores noites em que a gente perdia o fôlego, o rumo, o juízo, a dignidade, a vergonha, mas nunca perdíamos o tesão e nem a ousadia que a gente tanto tinha um com o outro. 

Ah, mas não se esqueça: o carinho e o respeito que tenho por você e por nós, continua o mesmo. Se eu ainda gosto de você? Sim, mas não como antes, só por admiração da pessoa que você é. Se vai dar saudade? Talvez, quem sabe. Se um dia vai voltar a ser como era antes? Não, nunca. Afinal, o que se quebra, jamais volta ser como era. Mas vai ficar tudo bem, eu creio. Não precisa se preocupar tanto comigo assim, pode ficar na paz e ir viver. E quem sabe, talvez, você me encontre amanhã por aí, ou... nunca mais. Até.

Photo: Talitha Diniz.

Fernando Oliveira.  

5 de outubro de 2016

MAS MEU BEM, AMOR NÃO SE IMPLORA.



Não foi fácil ver você arrumando todas suas coisas para ir embora, sumir e partir de vez. Não foi fácil ver você juntando pedacinho por pedacinho da nossa história, por na bolsa, bater a porta e sair sem me dar tchau. Não foi moleza te ver tirando suas roupas do guarda-roupa que já faziam parte das minhas, levando os quadros com as nossas fotos, os seus sapatos, os perfumes e todo o nosso amor. Tínhamos tantos planos e desejos para realizar, que ainda não acreditei que tantas vontades se afundaram assim, do nada.

Não foi fácil. Mas eu já estava tão acostumada com essas suas idas e voltas que, com certeza, dessa vez não seria diferente. Foi tudo do mesmo jeitinho. Você só queria uma ''discussãozinha'' para pegar o bonde e seguir outro rumo. Você só queria um motivo para ir embora. Você só precisava arrumar uma brigazinha besta, pra querer ficar na razão e sumir. E foi o que houve, pufff, grande burrada da tua parte.

Eu já tava tão acostumada com tudo isso, que dessa vez, eu vi como se fosse algo normal. Te ver partir e daqui duas semanas você voltar, dizendo que foi embora por impulso, por estar bravo, e pedir desculpa dizendo que dessa vez vai ser tudo diferente, já até cansei. Só que agora as coisas complicaram pra você. Chega. Acabou. Pode ir e nem voltar mais. Não vai ter a próxima vez. Chega disso. Dessa vez foi eu quem cansei. Tava tão difícil aturar essas suas idas que agora passou a ser algo fácil de lidar. Aprendi a segurar a barra. Aprendi com os meus próprios erros de querer aceitar teu jeito doido, de querer ir e voltar na hora que quer, achando que aqui é bagunçado assim. No fundo, eu acabei aprendendo a viver sem você. 

Antes eu até me enlouquecia achando que você nunca mais iria voltar ou que tava perdendo um grande amor. Como eu estava enganada, hein? Sendo que, se fosse amor mesmo, não iria embora tão fácil assim, não partiria de vez; por impulso, por briguinha, por besteira. Amor fica, luta, insiste, briga. Amor entende, compreende, aceita, e faz de tudo para ficar na paz. O amor não vai fácil. Ele, nem sequer, pensa em ir. 

Eu já tinha implorado tanto das últimas vezes para você não ir que dessa vez eu só aceitei. É, aceitei. Não tinha mais nada a ser pedido, implorado, chorado. Não tinha mais o que chorar, o que cobrar, o que querer. Não valia a pena. Eu aceitei a sua ida com o coração no chão, mas fui mais forte ainda para pegá-lo e ter colocado no próprio lugar. Na hora deu até vontade de te dizer mais uma vez: ''Não vai, amor. Fica aqui pra sempre.'' Mas meus pensamentos mudavam depressa. Eu não tinha mais aquela vontade de te segurar pelos braços e dizer: ''Você vai ficar!!!'' Dessa vez foi tudo diferente. Eu consegui te ver partir. Foi difícil, te juro, mas foi necessário. Afinal, amor não se implora. Não se compra. Amor é dado por vontade própria do outro. E se isso não acontecer, bom... nem vale a pena ter. 

Photo: Tuany Bertolucci.

Fernando Oliveira.

28 de setembro de 2016

NÃO ME FAÇA PERDER TEMPO CONTIGO.

Photo: Luana Isabelle.


Sou esperta, cara. Não sou essas garotas que você vive brincando por aí como se fosse um objeto em mãos. Aqui, comigo, o jogo é bruto. Cê acha que só porque tenho essa carinha de menina mimada e sou super carinhosa com as pessoas você quer brincar com o meu coração igual sempre brincou por aí? Acha também que pode ir e voltar quando quiser? E que pode me ligar na madrugada como se eu tivesse a obrigação de te receber bêbado igual suas outras ''amigas''? Tá super enganado. 

Eu era bobinha, claro, e vivia no teu pé. Mas hoje as coisas mudaram, e depois de tantos tropeços em relações amorosas, aprendi a pisar firme no chão e me equilibrar. Notei sua mudança de uns dias pra cá e vi que você só me procurava quando, realmente, não tinha nada para fazer. Notei que você tava a fim de brincar com a minha vida, só que eu já sou madura demais para perder tempo brincando por aí. Dessa fase eu já passei. Eu quero algo sério, cara. Quero alguém que vale à pena, se liga, acorda, que uma mulher assim tu não vai encontrar tão fácil por aí. E agora, por essa tua ausência e atitudes de moleque, estou aprendendo a viver sem você. 

Eu que demorei todo esse tempo para perceber que você não é uma boa peça para completar o meu quebra-cabeça. Hoje finalmente abri meus olhos e enxerguei tudo aquilo que eu fiz por você e até agora tu não teve reconhecimento algum do meu esforço e vontade de lutar diante de muitas coisas e pessoas para ficar ao seu lado. 

Até desacreditei de amigos e familiares quando eles me diziam que você não seria uma boa pessoa para mim. Você quer festas, farras, amigos, bebidas, status e curtição. Eu quero histórias, viagens, amor, família e coração. Hoje eu notei que tudo que eu fiz por você foi em vão. Mas não me arrependo, foi tudo por vontade própria e de coração. Pena que só você não soube aproveitar. E ao abrir - finalmente - meus olhos e enxergar na vida o que realmente é bom pra mim: vi que você já não faz mais parte dos meus planos. Não venha atrás, sério, pois você quem pediu para ser assim. Chega de ficar presa no seu joguinho e apartir de agora vai ser tudo do meu jeito e como eu quiser. Hoje optei preservar quem realmente reconhece o meu grande valor. Não tenho mais todo aquele tempo do mundo pra você, pois hoje, finalmente, o seu tempo acabou.

Fernando Oliveira.



27 de setembro de 2016

BOA MADRUGADA, AMOR. [+18]



Já era 3 horas da manhã e ela ainda estava dormindo. Eu, sem sono algum, ouvindo uma das minhas músicas preferidas e saboreando um bom vinho, debrucei-me em cima dela e bem calmo, chegando perto do seu ombro, ataquei com uma mordida carinhosamente, me aproximei ao pé do seu ouvido dizendo bem baixinho:

― Acorda, amor! Acorda.

Ao falar puxando os ''erres'' com a voz rouca, já louco de tesão, disparei beijos em seu pescoço fazendo com que minha barba ralasse naquele ombro daquela mulher arrepiando-a por inteira. E, ao vê-la acordando e escondendo o rosto de vergonha, eu completei:

― Calma, amor, fica assim do jeitinho que você tá. Te acordei de um sonho; você não saberá o que foi ontem e nem do que será amanhã. Você só precisa saber do que é agora. E o agora não aceita menos do que o seu coração quer. E eu sei o que ele quer. Fica de lado. Isso, assim. Segura minha mão esquerda e deixa a minha mão direita te apertar na cintura. Calma, cruze as pernas nas minhas e sinta o meu volume batendo na sua porta. Abre, ele quer entrar. Sim, por completo. Todo. TUDO. Feche as janelas e a porta dos fundos porque ele não quer mais sair. Tava frio lá fora e aí dentro está muito quente. Sim, pegando fogo. Empina. Rebola. Faz aquele movimento de vai e vem e geme. Grita. Me chama pelo nome. Fala que é minha. Grita que sou seu. Morde o travesseiro, isso, assim, me arranha com vontade. Das portas que você me abriu, eu fiquei com as chaves. Um cara como eu não precisa pular a janela do vizinho, eu prefiro dormir em casa. Obrigado por ser minha casa, minha cama e meu sofá. Silêncio. Sente. Geme baixinho. Tô entrando mais. No fundo. Profundo. Tirei. Empina mais. Isso. Coloca você. Isso. Cruze as pernas nas minhas. Rebola mais. Não para. Geme. Segura no meu pescoço. Deixa minha barba roçar no seu ombro. Me abraça. Aperta. Me empurra pra dentro de você. Isso. Mais forte. Geme mais. Esquece o mundo lá fora. Agora somos só nós. Eu, você, um amor e duas taças. Tá demais. Tá na hora do mel. Do nosso mel. Do gozo. Do riso. Da satisfação. Do prazer. Não tem preservativo, não tem proteção. Calma. Vai dentro mesmo. Tô aqui contigo. Aperta minha mão; tu tá comigo. Vou até o fim. Eu quero sim e assim. Sinto uma sensação boa. Tô feliz. Leve. Completo. Não se sinta insegura porque eu gozei dentro. Se sinta bem. Feliz. Realizada. Porque eu vou contigo até o fim. E se lá pra frente, você estiver grávida, eu assumo, eu cuido, eu amo. Vai vir mais um anjo pra completar a nossa cama, a nossa vida, o nosso coração. E eu quero esse anjo. E você, ah, meu amor. Você é mais que um anjo, você é a mulher dos meus sonhos. Vem mais perto, me abraça e dorme. Te amo. 

Fernando Oliveira.

BOA NOITE, AMOR.



― Até que enfim você chegou, amor, tava te esperando. Pegou trânsito, né? É foda, aquele ônibus da a maior volta e aquela ponte vive parada. Ainda bem que chegou antes da chuva. Vem cá, entra. Preparei um café; tá lá no fogão. Na mesa tem pão de queijo, sei que você gosta, caso quiser comer, fique à vontade. E come logo, toma um banho pra relaxar e aahh, pra matar sua curiosidade, comprei aquele óleo de massagem com o sabor vanilla. Por ter tido um dia corrido, nada mais justo do que uma massagem pra acalmar os nervos. Se você entrar no meu quarto vai ver ele no criado-mudo. E vê se não bagunça a cama, deu um trabalho de fazer aquele coração em pétalas de rosas. E nem pense em mexer na garrafa de vinho com duas taças de cristal que estás ao lado da tv porque é capaz de você deixar cair no chão, né? Tá rindo de quê? Você as vezes é desengonçada mesmo. Para de rir, é sério! Dá um beijo aqui. Tá duvidando? Hahaha tá bom, vai, tô brincando amor. Juro que fui pra comprar as rosas mas o dinheiro não deu. Quase trouxe as taças de cristal mas só comprei o vinho. De boa, né? Tomamos num copo normal ou na garrafa. Sem exageros, pois sou um cara simples, e de exagero eu só quero o nosso amor. Óh, vai pro banho que vou te esperar na nossa cama. Digo que é nossa porque sem você sobra um espaço danado. E com a sua presença acaba preenchendo tudo; a cama, a vida e o coração. Vou por aquela música do Joe - I Wanna Know que te ensinei a gostar, que é ouvindo ela que eu quero matar nossa saudade. Ah, para de rir, meu! Esse seu sorrisinho me amolece todo. Não desacredite, você merece tudo isso. Hoje é seu dia. Aliás, não só hoje, mas todos os dias que eu ter você ao lado vou te fazer uma grande Mulher. Eu tenho o reconhecimento de tudo que você já me fez e ainda faz, então o que lhe faço hoje é tudo de coração. Eu agradeço à Deus por ter colocado você na minha vida. É clichê, eu sei, mas é de verdade. Do fundo. Nunca fui tão honesto com uma mulher assim, e se estou agindo dessa maneira, é porque você me fez ser o que sou hoje; um homem dos sonhos, verdadeiro, presente, atencioso e feliz. Hoje vai ser um dia calmo de muito carinho, cafuné, massagem no pé, nas costas e no coração. E no meio do cafuné, caso você dormir, te observo e te acordo só na matina com um bocado de beijos. Que é lá, na madrugada com o barulho da chuva, que vou te amar tomando um vinho ao som de Joe. Sim, isso mesmo, bem de-va-ga-ri-nho.

Fernando Oliveira.

BOA TARDE, AMOR.



― Boa tarde, amor. Tudo bem? Por aqui tá tudo ótimo. Já é uma hora da tarde e estou indo almoçar. Atrasaram um pouquinho na produção e ficou um pouco corrido aqui no trabalho, daí só tive tempo de te ligar agora. E você, já almoçou? Ainda não? Tá cedo nada, você precisa se alimentar no seu horário. Vê se não come besteira hoje no almoço, viu, trate de comer uma comida mais forte; arroz, feijão, frango, carne, sei lá. Você só quer saber de lanche, lanche e lanche. Bom, te liguei mesmo só para saber como estava. Que bom que tá tudo bem. Já tô com saudade, sabia? É sério, amor! Ouvir sua voz já ameniza um pouco. Hoje vamos nos ver, né? Quero nem saber, não aceito nãos. Óh, tô passando aqui numa lojinha para te comprar um presente pra hoje. Não amor, dessa vez não são flores e nem chocolate. Tô numa loja diferente. Nunca tinha vindo nessa parada e nem sabia com qual cara entrar. Mas vou improvisar aqui e levar algo bacana para nós usarmos. Contar o que é? Não, para! Aí vai perder a graça. Não! Não vou contar não, mais tarde você vai ver. Ah, e sobre ontem à noite, repito novamente: foi maravilhoso. Desde quando saímos de casa pela manhã, no meio do caminho, fiquei lembrando da gente se amando. Pensar em você me acalma. Te imaginar me dá saudade. Lembrar de ti, do seu toque, do seu beijo e do seu amor eu me derreto todo. Meu, nós dois somos alegria e tesão ao mesmo tempo. Né? Amor? Alô? Tá me ouvindo?

― Tô sim amor. Desculpa, é que quando você me fala essas coisas eu fico sem graça e sem ter o que falar, sabe? Você me rouba palavras, o ar, o fôlego e tudo. Queria que visse agora a minha cara de boba, o meu sorriso largo e o arrepio que me deu ao ouvir essas coisas. Desculpa pelo silêncio, é que só o meu coração poderá te responder isso tudo mesmo. E ele vai te responder mais tarde, não em palavras, mas em atitudes. E ah, quando eu sair do serviço vou direto pra sua casa por que eu também estou morrendo de saudade. Beijos, amor. Boa tarde!

Fernando Oliveira.

BOM DIA, AMOR.


― Bom dia, amor. Acorda! Tá na hora de ir ao trabalho. Seu celular despertou e pelo jeito você não ouviu tocando como sempre, né? Eu ouvi, acordei, levantei, desci, preparei o café e subi para te acordar. Demorei um pouco porque sei que você gosta de dormir mais dez minutinhos. Vem, anda, agora tá na hora! Dá um beijo aqui, levanta e para de preguiça. Vamos descer antes que fique tarde e não dê tempo de tomarmos café. A sua toalha tá na porta do banheiro e a sua roupa de ir ao trabalho está ali no criado-mudo. A maquiagem tá na sua bolsa, o seu cinto na gaveta e o seu salto-alto ali no pé da cama. Tem um batom ai no guarda-roupa que você esqueceu aquele dia. Você sempre esquece algo, né! Quando não esquece o brinco, esquece o batom. Quando não esquece o batom, esquece a calcinha. Queria que você esquecesse você mesma e ficasse aqui para sempre, não iria te devolver nunca. Óh, vou descer e te espero lá na cozinha para tomarmos café juntos antes de sairmos para mais um dia de luta. Ah, vem aqui, deixa eu te falar: Meu, eu amei ontem. Tivemos mais uma noite maravilhosa, né? Como sempre. Mas essa foi bem mais intensa. Você foi demais e me enlouqueceu. Meu coração tremia ao te tocar. Minha boca tinha sede de você. Meu corpo soava com o nosso mel. Espero que todos as nossas noites sejam assim: intensas e marcantes. É muito bom quando você dorme aqui e não tem pressa para ir embora. Fico feliz quando eu acordo e vejo que você ainda está na cama esperando pelo meu beijo de bom dia. Não tem coisa melhor que isso, sabe; de ter alguém que chega, que fica e não se preocupa em ir embora. Oh, olha aqui nos meus olhos, de uns dias pra cá você tem sido uma pessoa maravilhosa. Sinceramente mesmo; adoro seu carinho, seu jeito e a sua atenção. Você desperta em mim o meu lado mais bonito; e eu agradeço, claro. Fazia tempo que eu não me sentia assim: realizado e completo. Ontem foi mais um dia pra ficar marcado no meu coração, e hoje, te espero novamente. Desculpa o abuso e o vício de você, é que te quero todos os dias. Porque você sabe, não tem nada mais viciante do que ficar perto de quem a gente gosta e fazer amor com o amor. Bom, vamos... antes que o café esfrie. 

Fernando Oliveira.