26 de novembro de 2015

NÃO ME DEIXE IR, POSSO NUNCA MAIS VOLTAR.



Não gosto da ausência de quem eu mais preciso e nem sentir saudade de algo que não é meu por completo. Odeio sentir falta daquilo que me faz bem e viver distante do que eu mais quero. Tava tudo uma maravilha até eu notar algo de estranho naquele cara e comentar com a minha amiga o porquê d'ele ter mudado teu jeito comigo.
De uns dias pra cá já não éramos mais a mesma coisa, e, aos poucos, ele foi se distanciando e se apagando de mim. E eu não me dou bem com isso, prefiro que vai embora de uma vez e não aos poucos. Ou some da minha vida ou nem aparece. Ir embora devagarzinho vai me cortando toda por dentro, e foi isso que ele fez. Foi partindo aos poucos, foi indo embora na calma como se eu não fosse sentir nada, mas já era tarde, eu já estava sentindo tudo.
Não me ligava durantes dias e as mensagens então, só respondia porque eu - A OTÁRIA - mandava. Na semana era super ausente e no final de semana era toda a minha saudade. Poderia não ter conhecido esse cara. Só aí então para eu não sentir essas borboletas revirando por todo o meu estômago e sim, saberia lidar com esses sentimentos que ele estava causando em mim.
Ele tinha uma mania feia de sumir quando eu mais precisava e aparecer quando eu já tava te tirando da cabeça. Parecia que ele sabia o que eu tava sentindo e surgia quando eu menos esperava, (igual naqueles filmes americano que o cara pula a janela e cai no quarto da garota dizendo coisas bonitas e a coitadinha acreditava em tudo novamente. Tudo bem que ele não teria coragem de fazer isso, mas ele dava um jeito de aparecer dizendo aquelas coisas bonitas que toda garota precisava ouvir, olhando com aquela cara de dengo precisando de carinho e eu, garota sensível e carinhosa, aceitava, perdoava e acreditava em tudo de novo). Tadinha de mim, tenho um coração mole. Não tenho culpa.
Alí estava eu, boba de acreditar em tudo de novo e bagunçando o próprio coração. Só aí então que eu notei que não era ele que tava fazendo a bagunça aqui dentro, e sim, Eu. Meu coração estava igual o meu quarto bagunçado. Tinha dia que eu acordava disposta para arrumar, mas a bagunça era tão grande que eu deixava para o outro dia. Fiz isso com o meu coração e me fodi. Sempre deixei para arrumar no dia seguinte e acabou acumulando esse entulho aqui dentro. E para arrumar essa bagunça toda não tinha que ser minha irmã, minha mãe, minha amiga ou meu pai e muito menos aquele cara que tanto bagunçou, pois tinha que ser Eu, a própria que deu a liberdade d'ele fazer toda esta zona.
Eu esperei tanto por uma atitude e resposta que nunca chegou da boca daquele cara, então não tinha por que eu esperar ele querer vir arrumar a bagunça que deixou ao sair, por que esse cara é mais relaxado que qualquer outro ser na terra, pois ao arrumar, ele vai querer bagunçar mais ainda. Decidi fazer igual eu faço na minha própria casa, pois tenho toque da limpeza desde pequena e odeio ver as coisas sujas e fora do lugar. Costumo arrumar tudo para então me sentir bem, e claro, farei isso com o meu coração, chega de dar a vassoura e a pá para ele varrer, sendo que ele tá sujando mais. Agora é comigo. Agora é tempo de eu mesma me limpar e jogar pra bem longe esse entulho acumulado.
Fiz de tudo por nós e por ele. Até aquilo que não estava no meu alcancei, eu tentei fazer e arrumar. De todos os jeitos fui levando, algumas vezes amor próprio me faltou, mas eu só queria o amor dele. Certo? Por inúmeras vezes eu o amei mais do que devia. E me pergunto: ''E ele?'' Aceitei todas aquelas verdades e anulei as minhas. Fiquei quieta. Fui aceitando e compreendendo tudo do jeito dele, como se nada tivesse acontecido. E ele? O quê ele fez? Fez porra nenhuma. Jogou-me para o alto. Jogou nosso ''amorzinho'' para o alto e sumiu.
Mas eu, Mulher madura o suficiente para encarar a vida sem precisar de homem algum, aceitei, concordei e superei. Vou deixar ele procurar em todas por aí o que ele só vai achar naquela garota que tanto lhe deu valor e que tanto te ajudou quando precisava, que era Eu, a própria. E quando ele realmente cair na real e perceber tudo isso que perdeu, será tarde demais. Não vou mais esperar que nem uma coitada. Chega! Não existe só um Homem no mundo e não dependo só dele para ser feliz. E juro, que quando ele aparecer de novo com aquela cara de safado e sínico dizendo: ''Oi, sumida. Saudades.'' Eu vou mandar ele se foder, e sem vaselina!!!
Fernando Oliveira.

16 de novembro de 2015

O AMOR QUE ME ENCONTRE II.

Photo: Queila Silva.



Não há sentimento de desespero e nem aquela vontade absurda. Acredito que na vida tudo tem o seu tempo certo para acontecer e só irá acontecer quando for a minha hora exata. Quem sabe hoje, ou semana que vem, aparece o meu amor? Vai que um dia eu acorde de manhã, vou ao mercado e encontro o meu amor verdadeiro? Eu sempre soube que o amor gosta de encontrar pessoas e que ele me encontre quando for o dia certo para me encontrar. Pode ser na esquina da minha rua ou até mesmo no barzinho lá do centro. Na fila do mercado, ou dentro do ônibus. Não existe lugar certo para encontrá-lo, o amor aparece despercebido. E quando aparecer, que ele fique quando for o seu dia certo para ficar. Que ele permaneça quando eu mais precisar. Meu amor não tem idade, nem boniteza. Quero que meu amor venha simples, verdadeiro e simpático. Gosto dum amor desengonçado, bobo e palhaço. Amor sério me cansa. Gosto dum amor feliz, risonho e brincalhão. Amor quieto não me completa. Gosto dum amor esquisito, estranho e diferente. Amor normal não faz meu tipo.

Por enquanto me cuido, claro. Me preservo, sempre. Cada dia que passa me sinto mais forte e sorridente, mesmo sentindo saudade. Vezenquando batia um desespero danado de ter alguém. Outra hora faltava me enlouquecer quando a carência chegava num domingo à tarde. Mas me controlava. Sabia que era só vontade e não necessidade. Não podia voltar a cutucar aquela ferida que um dia me machucou. Sabia que não podia ligar para aquela ex que não queria nada comigo. Sabia, de verdade, que não podia ir atrás de alguém que nunca me assumiu só por estar na carência. Minhas vontades gritavam aqui dentro mas meu coração batia e falava mais alto: Não. Não e não. Muita calma!


Aprendi que o segredo da vida é ter calma. Calma em tudo. No trabalho, em casa e principalmente, na vida amorosa. Para ter meu amor ou um amor, é aos poucos. Quando o amor vem com pressa ou eu vou com muita pressa, dá tudo errado. É de pouquinho em pouquinho que a gente conquista um coração de alguém. É de pouquinho em pouquinho que as coisas acontecem. Uma-coisa-vai-juntando-na-outra, umas palavras vão se encaixando na outra, uns abraços vão se apertando no outro, um beijo vão se molhando no outro, e na hora certa, quando pensamos que não, de dois corações se conhecendo, acaba virando um só. E se eu ir com muita sede ao pote eu mesmo posso acabar me afogando. Eu me acalmo, me entendo e me sinto. Não apresso meus momentos. Meus momentos são unicos, então, aproveito-os. Respiro fundo, espero e curto.

Dia desses pintou um coração querido de outra cidade. É longe, mas não impossível. Quando se trata de amor e de querer, não existe distância. Não tem tempo ruim, ou dinheiro que nos falte. A gente dá um jeito. A gente dá nossos pulos. Meu amor apareceu no tempo certo. Talvez agora, depois de tanto ferir o coração e ferir alguns corações, eu aprendi. Levei tudo como experiência e aprendizado. De todos dias ruins e bons, absorvi algo de bom. E sei que agora seja o meu dia de amar e de cuidar de alguém. Tá na hora de ter alguém por enquanto, não só-prá-de-vez-em-quando. 

Eu nunca disse não para ela. Se estou aqui aprofundando-me em nossas conversas pensando no futuro é porque eu quero algo à mais. Se insisto em falar do assunto sobre nós é porque eu realmente quero. Só não quero se sinta insegura de não poder dar certo e nem crie ilusões para si mesma, imaginando o fim e o medo de perder-me. Sou todo errado, eu sei. Enrolado, também. Mas eu tenho um bom entendimento sobre a paixão, sobre o amor e sobre o meu coração, e sei  também, que um dia você irá conhecer isso tudo. Então não tenha pressa baby, me espere que por amor a gente muda.

Fernando Oliveira.

12 de novembro de 2015

NO FUNDO, SÓ QUERIA O SEU BEM.




Eu sempre fiz de tudo para que você ficasse feliz pelas minhas atitudes, ou seja, eu sempre quis te ver bem. Eu fazia o impossível para que a gente - mesmo com essas brigas por ciúmes da minha parte - depois de conversado, ficássemos na paz. Sou ciumenta, sim. Exagerada, um bocado. Esse é meu jeito de ser e de cuidar de quem eu gosto. Sinto ciumes de tudo e você sempre soube disso. Eu fiz de tudo para o nosso amor ficar tranquilo. Eu ignorava muitas coisas desnecessárias para não causar outra briga boba que deixasse a gente mal. Eu fingia fechar os olhos diante de muitas coisas só para que a gente ficasse em paz. No fundo, eu só queria a gente bem.

Você pedia para eu dormir na sua casa e eu fazia de tudo para ir. Você pedia para eu te ver na esquina da sua rua e eu sempre dava um jeito. Eu não tinha tempo ruim, o ruim era só ficar longe de você. Lembro que até te ajudei a pagar umas contas quando as coisas apertaram pro teu lado. Lembro que até te dava uns conselhos e mandava você abrir os olhos para as suas amizades que estava ao seu lado só por interesse. Lembro também que até te dei uns tapas nas costas fazendo com que você acordasse e notasse que até alguns familiares seu, próximo de ti, perto de nós, estava agindo com falsidade contigo e que não seria uma boa companhia para o nosso churrasco no fim de semana. Até deixei de fazer alguns compromissos só para ir correndo aos teus braços, cara. No fundo, meu tempo era todinho seu.

Todos notavam que eu estava vivendo minha vida pra você e para nós. Não tinha dúvida alguma de que você seria tudo aquilo que me faltava. Todos amigos e familiares percebiam que eu era a mulher da sua vida, mas só você que não notava. Nós tínhamos tudo para dar certo até chegar aquele dia em que você me pediu um tempo. Falando todas aquelas desculpinhas esfarrapadas que a faculdade e o trabalho estava roubando suas energias e que o nosso relacionamento estava te prejudicando nisso e que ficava sem cabeça para poder por as coisas em ordem. E desde quando uma relação prejudica tanto assim? Desde quando eu queria o seu mal sendo que fiz de tudo para te ver bem? Desde quando um namoro impede você de trabalhar e estudar? Desde quando fui contra suas vontades? No fundo, minha vida não era minha, era sua.

Eu só queria te ajudar, cara. Eu era o seu amor e te cuidava tanto. Um amor serve pra isso: pensar no futuro do companheiro. Crescer juntos. Ajudar quando precisa. Apoiar quando tem dúvidas. Dar forças quando não se tem. Abrir os olhos do companheiro quando alguém está na maldade. Amor é lealdade, fidelidade e companheirismo. E eu fui isso tudo pra você. Eu fui mais do que eu podia. Eu fui bem mais aquilo que eu esperava ser ao entrar nesse barco contigo. Sabia que seria uma experiência nova e que eu podia encarar e que valia muito à pena. No fundo, só queria que você não me deixasse nesse barco sozinha. 

Eu não queria te dar um tempo, eu queria ser o seu tempo. Não se pede tempo quando se ama alguém, ainda mais naquele tempo que eu estava decidida, apaixonada e boba por você. Talvez você nem me amasse tanto assim na intensidade que eu te amava e te queria por perto. Ao saber que queria um tempo para nós me doeu nos nervos. No coração. Lá no fundo. E eu não poderia aceitar isso, pois sabia que se eu aceitasse seu tempo, nossa relação iria esfriar e jamais voltaria como era antes. E tempo não se pede. Tempo não resolve a relação de ninguém, pelo contrário, esfria, perde o gosto e acaba com tudo. No fundo, não queria te dar o tempo, eu queria mais o seu tempo.

Mas notei na sua forma de me tratar, notei em todos os seus olhares, nas suas vontades e vi que já não era a mesma pessoa. Você insistiu tanto nisso que eu me toquei, acordei pra vida e percebi que o seu tempo não era ao meu lado. Por que, desde o começo, meu tempo era todo seu e o tempo que você tinha nunca foi pra mim. Tudo que você pedia eu dizia sim. Tudo que você queria, eu fazia. E o único dia que eu quria que você ficasse mais um pouco na minha vida, você se foi. No fundo, eu percebi que você não tinha mais coragem de remar no mesmo barco que eu, e vi também que o seu tempo não era mais pra mim, e bem profundo mesmo, hoje, eu só preciso do meu tempo.


Fernando Oliveira.

5 de novembro de 2015

MEU TEMPO NÃO SE MEDE EM RELÓGIO.



Viajo de buteco em buteco nos bairros da minha cidade enchendo meu copo de cerveja acompanhando, absorvendo e me afundando nas conversas sinceras de meus camaradas.

Levo, às vezes, amigas para as baladas da cidade para uma simples distração momentânea fazendo com que, ali, sintam-se à vontade e longe do strees que tanto vive lhe atormentando.

Quando dá, vou jantar com uma paquera, tomar um vinho, ou uma breja para fugir da mesmice e não só por uma noite de sexo. Mas sim para jogar conversa fora e sair da rotina.


Leio diariamente o site de Carpinejar e quando sinto um escrúpulo nas madrugadas vejo suas entrevistas no qual tento absorver sempre - algo bom - de suas sinceras palavras. Pois cada livro lido de sua autoria entendo mais sobre como tentar decifrar/interpretar/traduzir/desembrulhar as mulheres.

Virei assinante do Folha de S. Paulo só para ler os textos que Tati costuma escrever todas as sextas. Acompanho suas histórias desde quando ela acreditava no amor ou que ainda - tinha - chances de ser amada. E cada texto escrito e sofrido por ela tenho mais certeza de que alguns homens não dão valor à mulher que tem.

Frequento festas em família e com um copo de bebida na mão, de canto, observo em cada um a sua catadura, semblante, visão, postura, palavras, atitudes e desespero ao entulhar seus corações de bebidas.

Converso com tias e primas para saber como estão indo em seus relaciomentos e se lhe faltam algo, ou se, estão satisfeitas com aquilo que tem. E de todas as respostas, absorvo algo bacana.

Leio desabafos de amigas que estão sofrendo por um amor antigo e também, de que estão felizes com o seu amor atual diariamente, para enfim, tentar ajudá-las com conselhos e palavras para ver se assim, sintam-se com seus corações confortáveis. E de cada conversa examinada e produtiva, guardo algo de bom aqui dentro.

Recebo mensagens diariamente de pessoas que não conheço pedindo ajuda e conselho do que fazer ao passar por uma situação difícil. Leio, compreendo, ajudo e procuro acalmá-las.
Cá entre nós, passei a olhar minha vida de um jeito bonito, mesmo com este mundo feio. E mesmo com pessoas egoístas, mal-educadas, invejosas, preconceituosas, falsas, infelizes, eu nunca deixarei de ser Eu para agradar os outros. E ajudar quem precisa da minha pequena ajuda nesta vida, me toma conta.

E sobre isso tudo citado anteriormente; bares, conversas, bebidas, amigos, amigas, família, conselhos, desabafos, ajuda, coração, sexo, jantar e vinho, que - claramente - fazem parte do meu dia-a-dia, absorvi e ainda absorvo tantas coisas boas e ruins para enfim, tirar uma conclusão de que nesta vida, eu, Fernando Oliveira, sou só um cara perspicaz e observador. E fazer bem para as pessoas mais próximas me fascina.

Fernando Oliveira.

3 de novembro de 2015

MEU AMOR APARECEU NA HORA ERRADA.

Fake

Era um amor fora de época, sabe. Um amor que não era para acontecer agora. Ele poderia ter me encontrado daqui uns 2, 3 ou até uns 4 anos, mas não queria que me encontrasse hoje neste estado: incompleta. As coisas estão acontecendo tudo muito rápido e eu não estou pronta para isso. Ainda tô machucada do antigo amor que não tenho coragem de me entregar de novo. Ainda sinto dor da antiga paixão que não tem remédio que cure. Meu coração ainda nem cicatrizou então não quero que ninguém o cutuque. Tô cansada, sim. Levo dores e saudades aqui dentro. Meu coração tá que nem uma pedra de gelo. É só chegar uma pessoa quente que ele se derrete todo. Vira água e ninguém consegue segurar-pegar-guardar por que chega a transbordar por todos os cantos. E toda vez que alguém bacana demais chega na minha hora errada querendo tomar meu coração, eu me derramo toda, e nunca dou conta. 

 Sobrevivi de um relacionamento que me fez me sentir a pior pessoa do mundo e voltar a acreditar nisso tudo novamente não vai ser tão fácil assim. Tô em uma fase de se cuidar e me querer. Tô dando mais atenção no meu estudo e no meu trabalho. Tempo atrás dispensei amigos/as que eu jamais imaginaria longe só por causa de um amor, e quando meu amor se foi, não sabia onde meter a cara para os meus chegados, pois não tinha mais ninguém. Realmente só ficaram do meu lado os verdadeiros que aceitaram a minha volta. Voltei sem coração, sem sorriso e só queria um ombro amigo para poder me ouvir e me proteger de tudo isso que aguentava sozinha. Não fiz questão dos outros que se foram embora de próposito, de birra e de ciúmes. Sabia que ficariam poucos depois disso tudo, e esse pouco que eu falo é muito. Hoje eu sei quem sempre esteve do meu lado quando eu tava bem e quando eu tava na pior. 

E você? Ouso-me falar de ti. Tu chegou no seu momento certo, mas na minha hora errada. Eu não vou te prometer nada e também não quero apressar as coisas que está prestes à acontecer. Hoje ando tão de boa que só vou deixando as coisas fluírem. Sem esperar nada de ninguém e nem fazer promessas para não me dar mal novamente. Então, tenha paciência, me espere, me ajude e me cuide. Quem sabe mais pra frente seja o nosso dia, nosso momento e a nossa hora. Enquanto isso vou me amar e me cuidar. Desculpa a sinceridade, mas eu sou assim. Pra quem já sabe o final de tudo é melhor evitar antes que, quem saia na pior seja você. Tô com o coração ferido, e coração ferido pode ferir outros corações. E você, um cara bacana, não quero lhe ferir, lhe magoar e nem te fazer ficar triste por não dar o que precisa. Mas tô bem, claro. Só não tô pra isso aí que vocês chamam de paixão.

Eu vou me cuidar, prometo. Irei me amar mais, claro. Hoje ainda sinto dor do que perdi mas sei que essa dor vai passar. E sobre essa dor não quero sentir quando estiver contigo. Não quero compartilhar minha dor passada contigo. Para entrar em um amor, eu preciso esquecer-deletar-fugir do outro. Por isso, me espere e me cuida aos poucos também. Tenha paciência e calma por que agora estou carregando uma ferida muito grande. Tô cuidando dela pra você. Tô querendo que ela sare pra você. Passo remédios todos os dias para cicatrizar logo e que eu esqueça de vez dessa atormentação, para enfim, cair inteira em teus braços, sem dor, sem receio, sem medo, só com amor e completa pra ti.

Queria eu algum dia poder demonstrar tudo que tenho dentro de mim, pra ver se alguém iria me segurar. Queria eu algum dia poder dizer tudo que sinto de mais bonito, pra ver se alguém me aguentaria. Queria eu poder contar todos os meus segredos um dia desses, sem ser usado como uma arma para me atingir lá na frente. Queria eu poder desvendar o meu lado mais secreto e sensível, sem me arranhar todo por dentro. Queria eu, um dia, amar intensamente alguém, sem se preocupar com o para sempre, mas sim, aproveitar o por enquanto. Queria eu algum dia entregar meu coração para alguém preenchê-lo de fidelidade, sem ter medo ou receio de me machucar novamente. Queria eu saber o que eu quero. Queria eu, poder me encontrar, sem me perder aos escombros. Queria eu encontrar o meu par de asas que um dia, por descuido, sequer voou. Queria eu amar sem limites e definições. Ainda insisto nesse meu querer das coisas. Mas na verdade, cá entre nós, hoje eu só queria Eu mesmo, para sempre.

Fernando Oliveira.