18 de junho de 2015

COISAS DA VIDA.


Esses dias, aproveitando minhas férias do trabalho, com mais tempo livre e sem se preocupar com o dia de amanhã para levantar cedo, eu fico nessas madrugadas escrevendo e lendo horrores. Blogs, sites, livros e tals. Eu vivo buscando informações. Eu gosto daquelas histórias de fim de relacionamento, de que o cara fez tudo errado ou de que a garota não deu valor, pois me faz refletir e valorizar cada dia mais quem está comigo e me quer bem. As vezes por uma raiva que acontece no momento a gente acaba pensando e dizendo coisas que magoam a outra pessoa. E lendo essas paradas a gente passa a ter um conhecimento e fica mais atento à qualquer coisa que está para acontecer. As vezes, por tantos erros na vida, eu até paro para me ler, pra ver se acerto um pouco mais. 

Cá estou, numa quinta-feira, como de costume é dia de faxina aqui em casa, levantei cedo, fiz o café da manhã para o irmão mais novo, deixei ele se arrumar e coloquei na van para ir ao colégio. Depois de um bolo de uma garota que tanto queria me ver, voltei a dormir. Acordei com a minha mãe ligando e dizendo: ''Filho, já arrumou a casa?'' levantei depressa e comecei a faxina. A casa não tava tão bagunçada assim, era só pra dar uma geral por cima. Varrer, passar um pano, limpar os móveis e pronto. Ao finalizar, olhei ao relógio e estava atrasado para ir treinar. Me arrumei, fiz um lanche bem rápido, peguei uma vitamina para tomar, e ao comer, sentei aqui no computador. Ao entrar aqui na minha página, uma garota que adora minhas escritas, cujo nome dela é Ana Paula Vitaski, me mandou um texto de uma outra escritora e disse que lembrou de mim. E como sou curioso fui ver e saber o porque ela tinha lembrado de mim. Um texto gigante e interessante, que até me identifiquei. O texto era tão bonito que parei de comer e perdi toda a pressa de ir ao treino. No texto, tratava de uma garota que namorava um cara e o sonho dela era  conhecer Nova York, Londres e até mesmo a Tailândia. Ela só queria saber de escrever e morar num apartamento horrível e viver uma paixão desajustada. E ele, queria casar, ter filhos e um quintal grande para ter cachorros. Mas ali, no ínicio do texto, já era o fim dos dois. Ela, 21 anos, com planos para viajar o mundo, perdeu o namorado. E ficou vivendo uma vida toda pra dentro. Achava que, um dia iria ter volta. Passaram 3 meses e nada se acertou. O cara arrumou outra, e ela, curiosa, não parava de bisbilhotar a vida dele no seu Facebook e cada dia se impressionava com algo que ele postava ao lado de uma outra mulher. E ficava se perguntando coisas do tipo: Será que é a namoradinha dele? Será que eles estão felizes? Será que eles brigam? Será que ele fala as mesmas coisas que falava pra mim? E ao companhar durante meses a vida do seu ex, ela foi vendo que, realmente não valia à pena estar ali. E que passou à deixar de ter ciumes dele e raiva da mulher, que um dia começou a desejar felicidades ao casal. Só em saber que ele tava bem e feliz, pra ela, já era o suficiente. 

Uma história linda. Me encantei com a atitude da garota de saber que, mesmo o ex-namorado com outra, não quis azarar a vida dele, e de longe, ficou admirando e lhe desejando felicidades. É isso, nós somos aquilo que transmitimos. E me aprofundei dentro daquele texto e absorvi coisas incríveis para usar no meu dia-a-dia ou em qualquer situação da vida. E mais uma vez, sentado e de frente com este mundo que tanto adoro, perdi mais um treino por uma longa e linda história de amor, que não deu certo, mas que sim, deu uma boa experiência para mim.

Fernando Oliveira.

17 de junho de 2015

A PREFERIDA.





Às O3:OO da manhã, passo o café, vejo nossas fotos e te escrevo.

Que saudade feliz de você, preferida.


Uma saudade feliz de querer sentir sempre, sem más pensamentos, sem rancor, sem maldade, sem raiva, sem tristeza, sem desespero, mas sim, só uma saudade feliz mesmo, de não parar de senti-la.

Pela primeira vez, de todos esses anos, resolvi te escrever. Alguns dias atrás, eu mesmo me perguntei porque ainda não escreveste sobre ti. Uma poesia qualquer, uma frase  pequena, ou um texto deste que estás prestes à sair. Você, que sempre admirou minha escrita, nunca te fiz um texto. Lembro daquele dia, era o fim de nós, nossa última despedida, dentro daquele ônibus, cada um indo para a sua casa, ao descer do ônibus primeiro que você, me despedi com um abraço e na sua blusa de frio, no bolso, deixei uma carta sem você notar. Mas era apenas uma música, que resumia o nosso momento. E no fim, uma observação. Mas nunca te escrevi, nunca te citei entre-linhas, nem que fosse te xingando horrores por ter me dado um fora, ou até mesmo te expondo. Ou sei lá, qualquer coisa do tipo.

Você foi uma garota em que mais gostei naquele tempo que era o nosso tempo. A forma em que nós nos conhecemos e em que nos envolvemos, foi lindo. Talvez digo assim, lindo, por nunca ter passado aquilo tudo que foi tão pouco. E eu nunca te escrevi uma frasezinha em um papelzinho amassado. Você além de meu amor, minha gorda e preferida, era minha amiga que entendia essa minha vontade de querer abraçar o mundo quando nascesse a madrugada. A única, que naquele tempo, entendeu o motivo de eu dormir chorando com o pensamento de que era meio que impossível querer abraçar alguém, que eras você.

Outro dia, mexendo em minhas gavetas, acabei encontrando um caderno que eu dava o nome de Diário. Era ali, onde eu escrevia todos os meus segredos mais secretos  e que nunca os revelei à alguém, estava escrito, na data de 2011, que tinha encontrado o grande amor da minha vida. O amor da minha vida, no caso, era você. Dei risada e lembrei que toda vez e em todos esses anos que se passaram, mesmo eu nunca ter escrito algo para você, por muitas vezes ao sair de qualquer relacionamento que não dava certo, eu depressa lembrava de ti.

Depois encontrei uma foto nossa que tiramos no sítio, aniversário de um amigo, você tava com aqueles óculos de sol, cabelo ao vento e com o sorriso cheio.  Só que eu tava horrível, cabelo grande, barba por fazer e olhos inchados de cansaço. Mas a minha parte mais bonita estava ao meu lado, que era você. Por isso guardei de recordação. Mesmo sabendo que já naquele dia, não sentia mais nada por mim, eu insistia em voltar aquilo que éramos e que fomos, que ao te chamar e pedir pra te ver depois de um bom tempo, sabia que iria matar a minha saudade de você, nem que fosse só de sentir o teu abraço mais seguro do mundo.

Eu lembro como se fosse hoje, aquela festa em casa e você chegando com duas amigas minhas que te fez o convite e eu nem sabia que você existia. Ao te conhecer já me encantei todo. Aquele sorriso cheio, aquele cabelo longo, aquela simpatia e simplicidade de conversar com os outros, me ganhou. Parecia um abestado perguntando quem eras tu pra minha amiga. E depois de curtimos a festa, já estava ficando tarde e vocês precisavam irem embora, que, ao saber que já iriam, fiquei bravo. Mas entendi que vieram de longe e não podiam demorar. Ao me despedir de ti, abracei, beijei tua testa e disse: Não vai. E novamente abracei e dei mais dois beijos em sua testa só para te proteger. Mas tinham que ir. Parecia que naquele momento, ao te ver indo embora, já estava me faltando algo. Ah, como queria demorar mais naquele abraço. Ah, como queria que fosse hoje, e dentro daquele abraço te dizer mais um vez no teu ouvido: Não se vá, fica mais um pouco, amor.

Eu não sei porque não te escrevi quando me deu aquele primeiro abraço em casa. Não sei porque não te escrevi quando me deu aquele primeiro beijo dentro do shopping sentados em frente a praça de alimentação. Não sei porque não te escrevi sobre aquelas mensagens que trocávamos 24 horas por dia e que contávamos as horas para nos vermos novamente. Não sei porque não te escrevi quando morria de ansiedade sabendo que teríamos mais um novo encontro. Não sei porque não te escrevi quando estavámos deitados e abraçados no sofá da tua casa. Não sei porque não te escrevi quando tiramos fotos na sua sacada. Não sei porque não te escrevi quando tivemos nossa última despedida. Acho que era por ser tão perfeita na minha vida, eu não queria espalhar pra ninguém, então te amava em segredo.

Talvez eu tivesse ter escrito um texto pra ti, quando eu te pedi uma coisa que não se pede à alguém que não quer a gente: ''Posso te ver? Vamos pra uma festa? Que tal curtir um pagode no sítio? Estou com tantas saudades de ti, gorda.'' E você disse que sim. Você me fez companhia. Você me deu atenção. E você me olhava de canto de olho, se perguntando o que estava fazendo ali, com um ex-ficante-namorado-sei-lá-o-quê sabendo que não havia mais nada entre nós. E eu sabendo que você não queria nada, ficava te olhando e te admirando mais ainda. Me aproveitava daquilo tudo e da oportunidade de te ter por perto. Sugava completamente o amor do seu sorriso para então, sobreviver mais um pouco do amor que um dia era meu. 

Eu também podia ter escrito sobre esse dia do sítio em que me deu um fora, quando pedi para voltarmos à ser o que éramos e que queria você de volta pra mim. Eu fiquei numa tristeza ao receber o seu não. Quis desaparecer do mundo só de saber que não teria mais você na minha vida. Te xingava mentalmente. Te odiava por alguns segundos. Depois pensei que a verdade é, a gente só odeia quem a gente tanto ama. Então fiquei feliz. Te odiava horrores, pois isso tudo demonstrava o tanto que eu gostava de ti.

Depois tu começou a namorar, e então, me esqueceu. E eu podia ter feito um texto pra você. Claro que toda vez que via uma foto de vocês juntos eu morria de ciumes e sentia uma falta absurda de estar contigo. Mas mesmo assim, eu não te escrevia nada. Nem sequer, uma frase te xingando e te mandando para os raios que lhe partam, por estar com outro.

Meu jeito de ser, que hoje em dia mudou muito. Meu jeito de andar, meu jeito de dançar, minhas piadas sem graça, minha personalidade, minhas ironias, meu sarcasmo, minha simpatia, minha saudade, tudo isso é você. Quando eu coloco um moletom e uma calça mais larga, um tênis desamarrado, é você. Quando eu coloco um pagode bem alto para ouvir, é você. E mesmo que por pouco tempo tive a sua companhia, tudo se tornava você. Pois amava estar ao seu lado, mesmo que fosse por pouco tempo e nunca ter demonstrado. E, ainda assim, nunca tinha escrito uma frasezinha qualquer para você.

Poderia também te escrever um texto, quando naquela noite, naquele pagode entre amigos, tocou nossa música e eu te liguei depressa só para você ouví-la, nem que fosse só o refrão. Lembra? Que até hoje é a nossa música, creio eu. E mesmo assim poderia te escrever sempre que ouvisse ela, mas nunca te escrevi. Nunca lhe escrevi sequer uma linha sobre ti.

E hoje, ainda te sinto. Por que foi aparecer de novo? Por que depois de todo esse tempo ausente, ainda consigo te sentir aqui? São perguntas que eu me faço toda hora que, do nada, ao lembrar de ti, lembro de tudo que fomos. Acho que mesmo você vivendo sua vida ai do outro lado do mundo, que eu sei bem pouco sobre, você vai ser para sempre, a preferida.

Você era a minha preferida, assim, só era. Poderia aparecer outras em minha vista, mas você... você eu não à comparava com ninguém. Depois de tantos amores não resolvidos, pequenos, grandes, errados, certos, tortos, incompletos e desinteressantes, eu por incrível que pareça, tinha reconhecido finalmente dentro daqueles olhos mirados, naquele cabelo cor de ouro e em teu sorriso espalhado, que era a minha preferida. E a minha preferida estava me dando um baita fora. Que porra eu iria esperar da vida agora?

E hoje, ao te encontrar depois de muito tempo, poderia escrever um texto à você. E naquela tarde, ao te ver de surpresa, ao te ver sem graça e tímida, e ao falar contigo, poderia escrever sobre você. E hoje, dentro daquele abraço mais seguro que era o que eu tanto adorava, poderia te escrever. E hoje, ao sentir esse abraço que me deu tão demorado, estou te escrevendo. Por que foi dentro dele que, te encontrei novamente como da primeira vez.

Até esta manhã. Em que você, pela primeira vez, foi embora sem sentir nenhuma pena em tudo isso. Foi a primeira vez, em todos esse anos, que você simplesmente foi embora. Como se eu fosse só mais uma coisa na sua vida cheia de coisas que não são ela. E que você usa para não sentir saudade. Foi a primeira vez que você deixou eu te olhar, te ver, te tocar, te abraçar, te sentir, te adorar por um segundo, mesmo você não gostando mais de mim. 


E foi por tudo isso escrito neste texto, você deixou de ser a garota que eu amava e passou a ser só a garota que eu vou levar para sempre. E mesmo passando por tudo aquilo que um dia chamei de amor e foi dor, te considerarei para sempre a minha preferida. E ao ser isso tudo pra mim, mereceu um texto meu.

Fernando Oliveira.

12 de junho de 2015

NAMORADO BOM, É NADAMORADO ASSIM

Photo: Nathália Secafim e Kayque Cardoso

O sonho de qualquer garota nesta data comemorativa que é o dia dos namorados, é ter um cara bacana, de postura e responsabilidade de um Homem, para então comemorar de um jeito certo. Comemorar o quão foram felizes juntos até chegar este dia. O quanto ambos se ajudaram, porque namorados são assim, é cada um fortalecendo o outro, de qualquer forma que seja. O que as mulheres procuram de verdade, é isso: Um cara que enxergue o futuro e o seu futuro. Um cara que esteja ao seu lado para apoiar, dar forças, porque não é todo dia que ela vai estar bem. Um cara para lhe desejar um bom dia e um bom trabalho no inicio do dia, mesmo que no trabalho dela, não esteja ''lá essas coisas''. Um cara que sabe ser carinhoso, e quando chegar em casa, ele esteja lá para recebê-la com um abraço sincero e com um beijo seguro. Um cara romântico, que lhe faça surpresas, que lhe dê flores, chocolates, mimos, mesmo que seja algo tão simples, é nisso que elas se apegam. Além de saber ser um cara carinhoso e romântico, ao mesmo tempo, saiba ser um cara safado. Que dentro do carinho e do amor tenha um pouco de safadeza e de putaria. Um cara que adora um sexo forte no sofá, e antes de pegar no sono saiba fazer aquele amor de ladinho, devagar, com carinho, antes de dormir. Um cara que a respeite no meio de toda essa multidão, mesmo que lá fora tenha milhares de opções para almoçar em cada restaurante, e não troque e nem subtitui o jantar que tem em casa à sua espera. Um cara que, além de todas essas caracteristicas abordadas ateriormente, seja atencioso. Que dê atenção. Que não dê ausência. Que não dê espaço e nem oportunidade para outro cara invadir. Mas sim que dê saudade e vontade, para então matar isso tudo com mais apetite que o faz sentir.

O que as mulheres precisam de verdade é de um cara bom, divertido e engraçado. Que se dá bem com a familia e com os amigos ao seu redor. Que não finge ser o que não é. Que não pense que ela esteja ao lado por interesse. A mulher quer um namorado que a leve para o parque, para jantar, para viajar. Gosta de receber presentes, flores, jóias, roupas, perfumes e sapatos. O que elas mais procuram em nós, são essas coisas e não um cara que queira mandar, que fale o que ela tem que fazer. Que  ao surgir uma briga boba, parte pra agressão. Ao invés de agredir, abrace-a, procure conversar e se entender. Mulher tem cabeça e sabe compreender, basta saber conversar para evitar qualquer tipo de briga. Ela não quer que a coloque chifres com qualquer uma por ai na rua, após discutir contigo dentro de casa. Sei que a maioria deve ter passado por muitas coisas na vida, e não quer mais isso com qualquer outro cara, então meus amigos, vamos procurar sem diferente na vida delas. 

Eu sempre tive essa vontade, como qualquer outra pessoa, de comemorar o dia dos namorados com uma boa companhia. E quem nunca teve esse desejo?! Sempre achei bacana e lindo olhar outros casais se amando, amigos, familiares e tals. Dá uma vontade imensa de fazer o mesmo. De se envolver com alguém bacana e fazer todas essas paradas. De cuidar de alguém. De amar alguém. Mas toda vez quando chega essa data, eu tô solteiro. Será que nasci no tempo errado de amar? Eu não sou tão ruim assim. Não sou tão errado assim. Eu já tentei, eu juro. E fiz de tudo. Mas nunca deu certo.  Talvez seja isso mesmo, não é o meu tempo. Não é a minha hora. Sempre soube que, quando for pra querer alguém e querer amar alguém, a gente tem que tá pronto. Pronto pra tudo! E acho que eu não estou. Tem tantas coisas ainda para acontecer e conhecer, que hoje em dia eu não tô mais preocupando com essa parada de: Namorar. Incrível é que nessa data de dia dos namorados, no fim sempre acabo bebendo. E olha só, até parei de beber, agora tô só comendo.

Apesar que hoje em dia isso tá muito difícil de acontecer. Muitas pessoas não se valorizam, e não se valorizando, não te valoriza. Muitas pessoas não dão o devido valor que você merece. Acha que a gente é um objeto descartável que usa e joga fora. Hoje em dia tá tudo bagunçado. É muito difícil você encontrar alguém que lhe passe total confiança, para que você possa contar todos os seus segredos mais secretos. Por que, isso pode virar como uma arma, que lá pra frente, a pessoa pode usar isso tudo contra você. 

Hoje em dia quem passa pela minha vida, eu agradeço. Se não deu certo, levo como aprendizado. E se tudo aquilo estiver danto certo e ocorrendo bem, tá bom. Deixa rolar. As melhores coisas vão acontecendo e surgindo naturalmente. Se não deu certo, paciência e bola pra frente. Não adianta eu ficar parado esperando a pessoa decidir o que queres comigo. Eu tenho uma vida. Eu tenho um futuro. Se eu ficar parado, a vida me atropela. Para a gente entrar em um relacionamento, a gente tem que saber sair, para não morrer. Muitas pessoas se perdem nisso, que é uma pena. Queria que todas minhas amigas tivessem essa visão da vida, de não esperar nada de ninguém. Principalmente, de nós Homens. 

E aqui me encontro com uma taça de vinho, ao som de Chico Buarque, tentando todos os dias, de qualquer forma, encontrar um alguém. Sei que o amor gosta de encontrar pessoas e não gosta de ser encontrado, por isso abro espaço para que ele me encontre. Então não procuro e nem me desespero. Tudo na vida tem um tempo certo. E hoje fico feliz com vocês amigos, que namoram e dão valor à sua mulher e tá comemorando esta data de um jeito certo. E vocês que ficam ai criticando, humilhando nas redes sociais quem namora, quem é casado, quem é amante, tá perdendo tempo, porque quem tá sendo felizes são eles, mesmo que seja por uma noite. E mais um dia fico aqui, na minha escrivaninha mais secreta, no meu canto mais bonito, ao lado de fotos, livros, flores, e com uma garrafa de vinho bem gelada na mão para a inspiração de hoje, e mais uma vez bisbilhotando vocês vivendo no mundo, patético e sentado, esperando por um simples convite de jantar.

Fernando Oliveira.


2 de junho de 2015

NÃO ME FAÇA PERDER TEMPO CONTIGO.


Ausência, falta e saudade. Foram essas três coisas que ela deixou. Não mandava mensagens e nem me ligava durante dias. Mas ela tinha uma mania feia de aparecer quando eu já tava te tirando da cabeça. E aparecia sempre na hora em que eu mais precisava. Era carência. Era falta. Era tudo. E mesmo sabendo que a maior parte disso era carência, eu acabava cedendo. Quem diria, logo eu. Mas quem consegue calar os sentimentos, quando quem gritava mais alto era o próprio coração? Jamais ousei controlar meu coração, por mais que no fim, sempre acabou errando. Sempre deixei ele por ele e ponto. Mas falando dela, ela era foda. Eu não me dava valor e eu ficava mais puto ainda por ela não me dar valor também. No fim, eu acabava sendo seu segundo plano. A sua última opção. O seu último domingo. Mas eu era. Porque eu gostava de estar ali, eu gostava de ficar ali. Mas tinha aquilo na cabeça de que era ela que não prestava. Ela não estava nem aí. Nem amava-se. E como é ficar ao lado de quem não se ama? Não dá. Ninguém fica com quem não se ama. Ninguém fica com quem não se respeita. Quando você não tá na pegada de ser amado, tá tranquilo ― um liga para o outro, marca um encontro, transam, e cada um para o seu lado e até outro dia quando a saudade bater ― Mas eu tava a fim de me aprofundar, de um sentimento, de um amor novo, de andar de mãos dadas, de cuidar, de ser cuidado, de ser importante para alguém, de me importar, de sentir ciumes, de ligar no meio da noite só para dizer que tá com saudade, de acordar com beijinhos, de dormir agarrado no frio. E claro que ela não se preocupava com isso, a gente só pensa nessas coisas antes de dormir. Porque, meu amor, quando a gente deita a cabeça no travesseiro, não existe máscara, disfarce ou malandragem. Somos nós e nós mesmos. E é aí, bem nessas horas, que o bicho pega. E nem é o papão. E eu, todo me querendo e querendo ela, sempre estava ali. Muitas certezas absolutas e vontade própria, de se aprofundar em nós, e não tinha como ela pensar. Muito menos ligar. E foi ai que eu cai na real e mudei. Mudei o que eu sentia. Mudei os pensamentos. Parei de atender as ligações em um fim de domingo, parei de responder as mensagens no fim da noite, e se a ligação não fosse no começo do dia, - de qualquer dia - eu não atendia. Desligava o celular e falava: ― Não me serve mais. E olha que incrível e como são bonitas as voltas que o mundo dá, eu nunca vi meu celular com tantas chamadas perdidas dela logo de manhã, e nem mensagens dizendo que sentia falta, e só não foi tão mais incrível, porque eu já não queria mais. Quando a gente sabe o nosso devido valor, não é qualquer coisa que nos satisfaz. E ela valia tão pouco que me desencantei. Mudei. Passei de ser bonzinho para um cara ruim. Bruto e danado. Peguei meu coração, cujo estava sem dona, coloquei no alto de uma montanha, e vou te falar amiga, nunca vi tantas mulheres dispostas a escalar, a lutar e querer - mulher adora essas coisas, de um cara bruto, danado e de um desafio. Bom, agora é com vocês. Vocês que me ganhem!

Fernando Oliveira.