3 de outubro de 2017

Dorme que passa, pequena.


Sei que a sua vida tá corrida e você nem sequer tá tendo tempo de por, o que está fora de ordem, no lugar. O tempo tá voando e você não dá conta de parar um pouquinho para arrumar toda essa zona. Normal, pequena, a vida tem disso: tem fase que tá uma maravilha, mas tem época que tá tudo bagunçado.
Não faz cara feia, não!, pelo contrário, sorria. Há tantas coisas para agradecer: o trabalho, a família, a saúde, os estudos, a vida, o abraço da mãe, o colo da vó, o carinho do pai, o bom dia do irmão. Tantas coisas mais importantes para você se preocupar e agradecer, e, perder tempo com um amor que não deu certo, não vai valer a pena.
Tudo na vida é questão de prioridade, de carinho, de respeito. Ninguém é tão ocupado assim. Você não dá seu jeitinho - mesmo que seja torto - para ficar ao lado de quem você gosta? Então! Quem quer dá sempre um jeito. Faz manobras. Da mortal. Vira o mundo de ponta cabeça mas, quando quer, faz acontecer. Então não esquenta a cabeça com isso não. Dê mais atenção ao seu trabalho, foca mais nos seus estudos. Não deixe isso interferir na sua vida profissional não. Relaxa. Isso não é o principal. O importante é você dormir com a consciência limpa de ter feito a sua parte do que acordar com peso na consciência de ter feito tudo errado.
Agradeça o que você tem. Abraça aquilo que te tira o riso. Cuida de quem está perto de ti te protegendo e querendo o seu bem. O resto é detalhe. Só dê valor aquilo que for recíproco. Que, na real, é o que vale a pena. Vai lá, pequena, você precisa descansar esse coraçãozinho bondoso: dorme que passa. Amanhã é outro dia. Vai ser outra oportunidade de você sorrir. A vida nos prepara cada história, mas também nos dá oportunidades de mudá-las. A gente tem sempre uma página em branco para escrever nossa vida e, tudo que a gente coloca nela, é por nossa conta. Vai lá! Escreva com o coração! A inspiração é sua.
Photo: Tamires Montonari / @tamirismontanari
Fernando Oliveira.


8 de agosto de 2017

― MALANDRA! (+18)





Era só mais uma noite daquelas que eu já sabia como iria terminar: marcas de batom na gola da camisa, calcinha rasgada no chão, cabelo todo bagunçado, Joe - I wanna know tocando de fundo naquele bar, gosto de vinho na boca, marcas de unhas cravadas nas costas, marcas da palma da minha mão em cada banda daquela bunda e o nosso juízo ausente que a gente esqueceu de levar pra'quele botéco.

Mas era isso que ela queria: ser devorada.

E, naquela noite, numa troca de olhar, eu vi que, aquela mulher, não tava para amorzinho. Eu notei no fundo dos olhos dela que, comigo, ela não iria perdoar. Pois quando me encontrou, sentou ao meu lado e me desafiou dizendo com o dedinho na boquinha enquanto dava um gole no seu vinho:

''Hoje eu duvido você acabar comigo!''

E eu, sem dó e piedade, acabei, literalmente, com ela.

Atendi o seu pedido. Correspondi ao seu tesão.

E foi no banheiro daquele barzinho mesmo, de frente pro espelho sujo, de mãos para o alto e com o joelho esquerdo apoiado naquela pia que eu, sem carinho, a estoquei forte até fazer ela gozar no meu pau enquanto puxava-a pelo cabelo e batia forte naquela bunda. ''Cachorra!'' - era o que ela pedia para eu dizer enquanto bombava forte a sua bucetinha e dedava, com o dedão, o seu cuzinho. E bombei, viu? E gozou com o meu pau na sua buceta. E gemeu com o meu dedo no cuzinho. E sorriu. E xingou. E me mordeu. E, sabendo que tava chegando a minha vez, ajoelhou-se e pediu, safadamente, porra quente na boquinha.

Atendi de novo o seu pedido e gozei. E gemi. E xinguei. E sorri. E bati, naquela cara, dizendo que eu também, naquela noite, não estava para amorzinho. E foi que, com todo carinho, ela levantou e me abraçou agradecendo:

''Obrigado, moreno! Vamos!''

Toda romântica e ousada ao mesmo tempo. E foi aí que eu percebi que ela era uma daquelas mulheronas da porra. E que não era tão safada assim, pois que, no fundo, ela seria, ou, é, de puro amor. Pois só queria, naquela noite, ser ousada, safada, devorada e sentir-se à vontade, pois fazia tempo que não encontrava um cara que a deixasse assim: sem vergonha de fazer o que quer entre 4 paredes ou num banheiro dum barzinho.

E foi o que ela quis ser.
E fez o que queria fazer.
E gozou como queria gozar.

Então apertei forte o seu queixo, dei um beijinho estalado e concordei:

''Eu quem agradeço, amor.''

E fomos embora. Gozados. Satisfeitos. Felizes. Tudo bem que ela foi pra casa sem anotar o meu número de telefone, mas foi embora sentindo o gosto do meu mel todinho na boca.

''Quero mais! Me liga: ****-****''

Foi o que ela deixou anotado num bilhete em cima da minha mesa antes de partir. Olhei, mordisquei o lábio inferior sorrindo e fui, arrumando a gola e abotoando a camisa, em direção a saída do bar dizendo para mim mesmo: ''Que malandra... Que malandra... vou ligar.''